Crônica — Palmeiras

O Maracanã estava lotado. A torcida do Flamengo cantava alto e empurrava o time nos primeiros minutos, enquanto o Palmeiras parecia apenas observar o jogo acontecer. O Rubro-Negro pressionava, criava oportunidades e fazia Carlos Miguel trabalhar bastante. Durante boa parte do primeiro tempo, parecia que o gol flamenguista era questão de tempo.

Mas futebol não vive apenas de pressão. Vive de detalhes. E o detalhe que mudou completamente a partida aconteceu aos 20 minutos. Carrascal levantou demais o pé e acertou Murilo no rosto. Cartão vermelho direto. A partir dali, o jogo virou outro.

O Palmeiras cresceu. O time de Abel Ferreira entendeu rapidamente que precisava ter paciência para aproveitar os espaços. E quando o Verdão encontrou espaço, foi fatal. Flaco López abriu o placar em uma linda jogada coletiva, deixando a defesa do Flamengo perdida no lance.

No segundo tempo, o Palmeiras mostrou maturidade, organização e eficiência. Allan fez grande partida e marcou um belo gol. Paulinho fechou a conta em um contra-ataque mortal, aproveitando mais uma falha defensiva e do goleiro Rossi.

O Verdão saiu do Maracanã com uma vitória gigante. Não apenas pelos três pontos, mas pelo peso do resultado. O Palmeiras quebrou um tabu de quase 10 anos sem vencer o Flamengo em jogos oficiais e ainda abriu vantagem na liderança do Brasileirão.

Foi uma noite em que o Palmeiras soube sofrer no começo, aproveitou o erro do adversário e mostrou por que é o time mais forte do campeonato.

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