Quando uma empresa baixa o preço, a concorrência reage: a estratégia por trás dos mercados.

 Em mercados dominados por poucas empresas, cada decisão pode provocar uma reação dos concorrentes. A Teoria dos Jogos ajuda a entender por que empresas competem, cooperam e até entram em guerras de preços.



Imagine a seguinte situação: duas grandes empresas disputam os mesmos consumidores. Uma delas decide reduzir o preço para conquistar uma parcela maior do mercado. A concorrente percebe o movimento e toma a mesma decisão. Pouco depois, as duas reduzem novamente seus preços.

O que parecia uma estratégia para conquistar clientes pode acabar se transformando em uma guerra de preços, reduzindo os lucros das duas empresas.

Esse tipo de situação é um dos exemplos que ajudam a explicar a importância da Teoria dos Jogos na Microeconomia. Em mercados nos quais existem poucos concorrentes, uma empresa não pode tomar suas decisões olhando apenas para seus próprios interesses. Ela precisa tentar prever como as outras empresas irão reagir.

O mercado como um grande jogo estratégico

A Teoria dos Jogos analisa situações em que as decisões de um participante dependem das decisões dos demais. Na economia, isso é especialmente importante quando empresas competem em mercados concentrados.

É o caso dos oligopólios, mercados caracterizados pela presença de um número reduzido de grandes empresas. Nesse cenário, preço, produção, publicidade e investimentos podem ser definidos levando em consideração as possíveis reações dos concorrentes.

Um exemplo conhecido é o mercado de refrigerantes, no qual Coca-Cola e Pepsi competem fortemente por consumidores, utilizando preços, publicidade e estratégias de marketing. Outro exemplo de competição entre poucas empresas aparece no mercado de aeronaves comerciais, com Boeing e Airbus disputando clientes em escala global.

A característica fundamental desses mercados é a interdependência estratégica: a decisão de uma empresa influencia o comportamento das outras.

O problema: competir ou cooperar?

É justamente aí que surge um dos principais dilemas estudados pela Teoria dos Jogos.

Uma empresa pode pensar:

“Se eu reduzir meu preço, consigo conquistar mais consumidores.”

Mas a concorrente pode pensar exatamente a mesma coisa.

Se apenas uma empresa reduzir o preço, ela pode conseguir uma vantagem. Porém, se as duas fizerem isso, o resultado pode ser diferente: ambas podem terminar com margens menores e lucros reduzidos.

Esse dilema entre cooperar e competir é particularmente importante nos oligopólios. Estudos sobre jogos de empresas mostram que mudanças entre ambientes cooperativos e competitivos podem produzir resultados diferentes para empresas, consumidores e investidores.

Quando a disputa vira uma guerra de preços

A chamada guerra de preços acontece quando uma redução realizada por uma empresa é respondida por outra redução da concorrente.

Imagine duas empresas, A e B.

A empresa A reduz o preço.

A empresa B responde reduzindo ainda mais.

A empresa A reage novamente.

E o processo continua.

Para cada empresa individualmente, pode parecer racional reduzir o preço para defender sua participação no mercado. Entretanto, quando as duas adotam a mesma estratégia, o resultado pode ser prejudicial para ambas.

É justamente essa situação que mostra por que, na Microeconomia, não basta perguntar “qual é a melhor decisão para minha empresa?”.

Também é necessário perguntar:

“O que acontecerá se meu concorrente reagir?”

O poder dos jogos repetitivos

A situação fica ainda mais interessante quando as empresas sabem que continuarão competindo no futuro.

Uma decisão tomada hoje pode afetar as decisões de amanhã.

Nos jogos repetitivos, as empresas interagem diversas vezes. Elas podem observar o comportamento dos concorrentes, desenvolver reputações e adaptar suas estratégias ao longo do tempo.

É nesse contexto que aparece a estratégia conhecida como “olho por olho, dente por dente”.

A lógica é relativamente simples: começar cooperando e continuar cooperando enquanto o concorrente também cooperar. Se o adversário mudar sua estratégia e passar a competir de maneira agressiva, a empresa responde.

Caso o concorrente volte a cooperar, a empresa também pode voltar à cooperação.

Por que pensar no longo prazo pode mudar tudo?

Imagine duas empresas que conseguem manter preços relativamente altos durante vários períodos.

As duas obtêm bons resultados.

Em determinado momento, uma delas decide reduzir o preço para ganhar mais consumidores. No curto prazo, essa empresa pode aumentar suas vendas.

Mas existe uma consequência: a concorrente pode retaliar.

Se a outra empresa também reduzir o preço, os lucros das duas podem cair.

O material da disciplina utiliza um exemplo no qual a cooperação gera o resultado (50, 50), enquanto a situação de competição e retaliação leva a (10, 10). A diferença mostra que uma vantagem imediata pode gerar perdas maiores no longo prazo.

Assim, quando existe a possibilidade de novas interações, as empresas passam a considerar não apenas o lucro atual, mas também as consequências futuras de suas decisões.

Mas e se as empresas souberem quando tudo vai acabar?

Aqui aparece uma das partes mais interessantes da Teoria dos Jogos.

Se duas empresas sabem exatamente quantas vezes irão competir, o incentivo à cooperação pode diminuir.

Imagine que elas saibam que o jogo terminará no décimo mês.

No último mês, não haverá uma próxima rodada. Portanto, não existe uma futura retaliação a ser temida.

O problema é que essa lógica pode ser levada para o mês anterior, depois para o anterior e assim sucessivamente.

É o chamado raciocínio regressivo, ou efeito dominó.

No modelo apresentado na aula, quando o número de repetições é finito e conhecido, o resultado pode ser a escolha de preços baixos desde o início.

Na vida real, o futuro é incerto

Fora dos modelos econômicos, entretanto, existe uma diferença importante: as empresas raramente sabem exatamente até quando estarão competindo.

Um administrador não sabe necessariamente se continuará enfrentando o mesmo concorrente daqui a cinco ou dez anos.

Essa incerteza pode favorecer estratégias de cooperação, porque o chamado “último período” deixa de ser claramente identificado.

O material também destaca que os agentes econômicos não possuem necessariamente uma racionalidade perfeita. As empresas podem ter dúvidas sobre o comportamento dos concorrentes e sobre as estratégias que eles estão utilizando.

Coca-Cola e Pepsi: quando a concorrência acontece além do preço

Um exemplo didático é a disputa entre Coca-Cola e Pepsi.

As empresas não competem somente pelo preço de seus produtos. Elas também disputam consumidores por meio de publicidade, diferenciação de produtos, distribuição e posicionamento de marca.

Isso mostra que a estratégia competitiva pode acontecer em várias dimensões.

Em um oligopólio, portanto, a empresa pode decidir:

reduzir ou aumentar preços;
aumentar investimentos em publicidade;
lançar novos produtos;
ampliar sua distribuição;
investir em pesquisa e desenvolvimento;
aumentar ou reduzir a produção.

Cada decisão pode provocar uma reação dos concorrentes.

Companhias aéreas e a disputa por passageiros

Outro exemplo de mercado com poucos grandes participantes é o setor de transporte aéreo.

Quando uma companhia modifica seus preços ou lança uma promoção, as concorrentes podem acompanhar seus movimentos para evitar perder passageiros.

Isso cria uma situação típica de interdependência estratégica: o preço escolhido por uma empresa pode depender do preço praticado pelas demais.

A mesma lógica pode aparecer em diversos mercados concentrados, nos quais poucas empresas acompanham de perto as decisões umas das outras.

Competição nem sempre significa prejuízo para o consumidor

Existe, porém, outro lado dessa história.

Quando empresas competem de maneira intensa, os consumidores podem ser beneficiados por preços menores, maior variedade de produtos e investimentos em qualidade.

Um estudo experimental sobre oligopólio citado na literatura encontrou justamente esse tipo de resultado: em seu ambiente de competição, os consumidores tiveram acesso a preços menores e maior quantidade de produtos, embora outros grupos, como investidores e empresas, tenham enfrentado resultados negativos.

Isso revela uma questão importante da Microeconomia: o resultado da competição pode ser diferente para cada participante do mercado.

O que beneficia o consumidor pode reduzir a margem das empresas.

O que aumenta a participação de mercado de uma empresa pode prejudicar sua concorrente.

E uma estratégia que parece excelente no curto prazo pode produzir resultados ruins no longo prazo.

Afinal, o que a Teoria dos Jogos explica?

A grande contribuição da Teoria dos Jogos é mostrar que, em determinados mercados, as empresas não tomam decisões isoladamente.

Elas observam seus concorrentes, antecipam possíveis reações e escolhem estratégias levando em consideração o comportamento dos demais participantes.

Nos jogos repetitivos, essa dinâmica fica ainda mais evidente. A possibilidade de novas interações pode incentivar comportamentos cooperativos, enquanto a certeza de que o jogo terminará em determinado momento pode aumentar os incentivos à competição.

Por isso, entender a Microeconomia não significa apenas estudar oferta, demanda e preços.

Também significa compreender como as empresas pensam estrategicamente diante de seus concorrentes.

Conclusão

Da próxima vez que uma promoção de preços aparecer no mercado, vale lembrar que por trás daquela decisão pode existir muito mais do que uma simples estratégia comercial.

Pode existir um verdadeiro jogo estratégico.

Cada empresa observa seus concorrentes. Cada movimento pode provocar uma reação. E uma decisão aparentemente simples, como reduzir o preço de um produto, pode desencadear uma sequência de respostas que altera completamente o resultado do mercado.

É justamente nesse ambiente que a Teoria dos Jogos ganha importância: quando as decisões são interdependentes, entender o comportamento do concorrente pode ser tão importante quanto entender o próprio consumidor.

Santos mira algo grande nesta reta final de temporada.

O time do Santos está em busca de algo grande ainda nesta reta final do segundo semestre. O Peixe, que já anunciou a contratação do meia Arthur Melo, ex-Grêmio, ganhou um importante reforço para o meio de campo e agora aguarda a chegada de mais dois laterais: Rodinei e Emerson Palmieri.

Os dois jogadores aguardam a liberação de seus respectivos clubes para poderem reforçar o Peixão. Caso as contratações sejam confirmadas, o Santos poderá mudar sua filosofia de jogo e melhorar consideravelmente seu desempenho dentro de campo.

Com esses reforços, a expectativa é de um Santos mais competitivo, ofensivo e disputativo, capaz de jogar de igual para igual com seus adversários. A diretoria parece estar apostando em nomes experientes para dar mais qualidade ao elenco e, principalmente, para ajudar o Peixe a se reerguer nesta temporada.

O objetivo agora é claro: aproveitar essa reta final para buscar algo maior e terminar o ano com um time mais forte e competitivo.

E se todos os reforços chegarem?

Se as contratações forem confirmadas, este poderia ser o possível time do Santos:

Brazão; Rodinei, Lucas Veríssimo, Luan Peres, Emerson Palmieri; Arthur Melo, Willian Arão, Gabriel Bontempo; Neymar, Barreal e Gabigol.

Um time com muita experiência, qualidade técnica e poder ofensivo. Será que esse Santos pode surpreender e beliscar algo maior ainda nesta temporada?



O que está acontecendo com o Palmeiras? O Verdão precisa acordar antes que seja tarde.

Por Robson Macedo
 Foto: Cesar Greco/Palmeiras


O que está acontecendo com o Palmeiras?

Essa é a pergunta que o torcedor palmeirense precisa fazer depois do empate contra o Mirassol. Afinal, onde foi parar aquele Palmeiras que, há poucas rodadas, goleou o Vasco por 4 a 1, apresentou um futebol convincente e abriu seis pontos de vantagem sobre o Flamengo na liderança do Campeonato Brasileiro?

Naquele momento, parecia que o Verdão tinha assumido definitivamente o controle da competição. O Flamengo havia perdido para o Cruzeiro por 2 a 1, e o Palmeiras aproveitou a oportunidade para abrir uma gordura importante na tabela.

Depois veio a Copa do Brasil. Nas quartas de final, o Palmeiras enfrentou o Santos no Clássico da Saudade e não tomou conhecimento do Peixe: 3 a 0, com autoridade. O time foi para cima, criou oportunidades e praticamente encaminhou a classificação para a semifinal.

Era o Palmeiras que o torcedor queria ver.

E Abel Ferreira deixou claro: força máxima nas três competições. Nada de poupar. Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil seriam tratadas com a mesma importância.

Mas alguma coisa aconteceu no caminho.

O Palmeiras começou a perder peças. Arias sofreu uma entorse e virou desfalque. Piquerez também ficou fora. E Allan foi vendido ao Manchester City, deixando mais uma lacuna no elenco.

Mesmo com os desfalques, não dá para aceitar a atuação contra o Mirassol.

O Mirassol é uma equipe que está lutando contra o rebaixamento. O Palmeiras é líder do Campeonato Brasileiro e precisa se impor diante de adversários desse nível.

Mas não foi isso que aconteceu.

O Verdão fez um primeiro tempo muito ruim. O time não apresentou intensidade, criatividade ou organização suficiente para controlar a partida. E, na segunda etapa, a situação também não melhorou como deveria.

O empate por 1 a 1 foi um resultado ruim para o Palmeiras.

Não apenas pelos dois pontos desperdiçados, mas principalmente pelo momento da competição.

A vantagem que era de seis pontos caiu para quatro. E o Flamengo ainda tem um jogo a menos.

E aqui está o grande problema: o Palmeiras está dando vida ao Flamengo.

O time carioca ainda terá um jogo atrasado contra o Mirassol, em casa. Se vencer, ficará apenas um ponto atrás do Verdão. Na rodada seguinte, o Palmeiras terá um compromisso complicado contra o Botafogo, fora de casa, enquanto o Flamengo enfrentará o Remo também fora.

Ou seja: a liderança que parecia confortável pode desaparecer rapidamente.

Se o Palmeiras tropeçar novamente e o Flamengo fizer a sua parte, podemos ter uma mudança de líder.

E Abel Ferreira sabe disso.

O treinador precisa encontrar soluções rapidamente.

Vitor Roque precisa ir para o banco

Outro ponto que precisa ser discutido é Vitor Roque.

Não adianta insistir em um jogador que claramente atravessa um momento ruim. O atacante ainda não está em sua melhor forma e não vem conseguindo entregar aquilo que se espera dele.

Isso não significa que Vitor Roque seja um jogador ruim. Significa apenas que ele precisa recuperar a confiança e talvez começar algumas partidas no banco.

Por que não testar outra formação?

Por que não utilizar jogadores da base?

Por que não dar oportunidade a Heitor?

O Palmeiras possui jogadores jovens que precisam ser observados. Se o esquema atual não está funcionando, Abel precisa ter coragem para mudar.

Insistir sempre na mesma fórmula não é convicção. Às vezes, é teimosia.

Abel é um treinador vencedor e já mostrou inúmeras vezes que sabe encontrar soluções. Mas justamente por isso o torcedor espera mais dele neste momento.

O Palmeiras precisa contratar

Depois do empate contra o Mirassol, Abel foi questionado sobre a necessidade de reforços e afirmou que não considera necessário contratar.

Discordo.

O Palmeiras precisa de reforços.

Principalmente no setor ofensivo.

A saída de Allan deixou uma lacuna no elenco, e o Palmeiras precisa de mais opções, especialmente pelas pontas. Um time que pretende disputar Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil simultaneamente precisa ter um elenco forte e equilibrado.

Não dá para depender sempre dos mesmos jogadores.

Lesões, suspensões, desgaste físico e queda de rendimento acontecem durante uma temporada. E quando isso acontece, o treinador precisa olhar para o banco e encontrar alternativas.

Hoje, o Palmeiras parece ter menos opções do que deveria para um time que quer conquistar três competições.

Contra os grandes, tudo bem. Contra os pequenos, não!

É evidente que jogar contra os melhores times do Campeonato Brasileiro é difícil.

Contra Flamengo, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG e outros grandes clubes, é normal encontrar partidas equilibradas e complicadas.

Mas existe uma diferença entre perder pontos para um concorrente direto e perder pontos contra equipes que estão lutando contra o rebaixamento.

O Palmeiras não pode desperdiçar pontos contra times do Z-4 ou que estão próximos dele.

Foi justamente isso que aconteceu contra o Mirassol.

O Verdão poderia ter vencido.

E talvez seja justamente esse tipo de resultado que, lá na frente, faça falta na briga pelo título.

A hora de reagir é agora

O campeonato ainda não acabou. O Palmeiras continua na liderança e segue vivo nas três competições.

Mas o torcedor não pode ignorar os sinais.

O time que goleou o Vasco por 4 a 1 e o Santos por 3 a 0 parecia uma equipe dominante. O Palmeiras que enfrentou o Mirassol parecia outra equipe.

E é isso que preocupa.

O Verdão precisa recuperar intensidade, organização, confiança e principalmente fome de vitória.

Abel precisa mexer no time. Precisa encontrar alternativas. Precisa olhar para a base. Precisa avaliar Vitor Roque. E a diretoria precisa avaliar seriamente a possibilidade de contratar.

Porque o Flamengo está chegando.

E quando um adversário está apenas esperando um tropeço para assumir a liderança, não dá para continuar jogando futebol abaixo do que o elenco pode apresentar.

O Palmeiras ainda depende de si.

Mas precisa acordar.

A gordura acabou. A vantagem diminuiu. O Flamengo está logo atrás.

Agora é hora de jogar como líder.

Porque se continuar desperdiçando pontos como contra o Mirassol, o Palmeiras pode descobrir da pior maneira possível que, no futebol, uma vantagem de seis pontos pode desaparecer muito mais rápido do que se imagina.

Augusto Cury no Jornal Nacional: boas ideias, mas faltou mostrar como tirá-las do papel.

Foto - TV Globo .
 A entrevista de Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, no Jornal Nacional, apresentou uma candidatura que tenta se colocar fora da tradicional polarização da política brasileira. Em vez de concentrar sua participação apenas em ataques aos adversários, Cury procurou apresentar propostas e defender uma imagem de renovação política.

Na minha avaliação, esse foi um dos pontos positivos da entrevista. O candidato tentou falar sobre temas importantes para o país, como educação, tecnologia, inteligência artificial, segurança pública, empreendedorismo e combate à violência contra as mulheres. São assuntos que fazem parte dos principais desafios do Brasil e que merecem ser discutidos durante uma eleição presidencial.

Cury também procurou transmitir a ideia de que é possível construir uma alternativa ao confronto permanente entre os grupos políticos que dominam o debate nacional. Essa tentativa de se apresentar como uma terceira via pode encontrar espaço entre eleitores cansados da polarização.

Mas uma eleição presidencial exige mais do que boas ideias.

O grande desafio: explicar como fazer

O principal ponto que senti falta durante a entrevista foi justamente o detalhamento de como muitas das propostas seriam colocadas em prática.

É relativamente fácil defender a redução de ministérios, a melhoria dos serviços públicos, o uso de tecnologia na segurança ou o incentivo ao empreendedorismo. O difícil é explicar quanto essas medidas vão custar, quais recursos serão utilizados e quais serão as prioridades do governo.

E é nesse ponto que a entrevista de Cury deixou algumas perguntas sem respostas mais convincentes.

Na economia, por exemplo, o Brasil enfrenta problemas importantes relacionados ao crescimento da dívida pública, às despesas do governo, ao resultado fiscal, aos juros e à necessidade de manter a inflação sob controle. Um candidato à Presidência precisa apresentar não apenas objetivos, mas também um caminho econômico capaz de sustentar essas promessas.

Não basta dizer que vai cortar gastos. É necessário explicar quais gastos serão cortados, quanto será economizado e quais consequências essa decisão poderá trazer para a população.

Tecnologia não pode ser apresentada como solução para tudo

Outro aspecto interessante da entrevista foi a defesa de soluções tecnológicas para problemas públicos.

O Brasil realmente precisa aproveitar melhor a inteligência artificial, a digitalização dos serviços públicos e novas tecnologias. Porém, tecnologia sozinha não resolve problemas estruturais.

Um aplicativo pode facilitar o acesso a um serviço. Um drone pode auxiliar uma operação policial. A inteligência artificial pode aumentar a produtividade do Estado. Mas tudo isso depende de investimento, treinamento, servidores preparados, infraestrutura e, principalmente, planejamento.

A tecnologia precisa ser uma ferramenta de política pública, e não apenas uma promessa de campanha.

Uma candidatura que ainda precisa convencer

Cury conseguiu apresentar uma imagem diferente daquela que domina a política brasileira atualmente. Isso é positivo para o debate democrático. Quanto mais alternativas forem apresentadas ao eleitor, maior a possibilidade de uma discussão baseada em propostas.

Por outro lado, justamente por se apresentar como uma alternativa, ele precisa demonstrar com mais clareza por que o eleitor deveria confiar nele para comandar um país de dimensões continentais como o Brasil.

Ser diferente dos políticos tradicionais não é suficiente.

É preciso demonstrar conhecimento sobre economia, saúde, educação, segurança, infraestrutura, relações internacionais e funcionamento do Estado. E, principalmente, mostrar que as propostas podem sair do discurso e chegar à realidade.

Minha conclusão

A entrevista de Augusto Cury teve um mérito importante: ele tentou apresentar uma candidatura que não estivesse baseada exclusivamente na polarização política.

Vi pontos interessantes em seu discurso, especialmente quando tratou de inovação, educação, empreendedorismo e tecnologia. Porém, também vejo uma distância entre apresentar uma ideia e explicar como ela será executada.

Para mim, Cury saiu da entrevista com uma mensagem clara de renovação, mas ainda precisa responder uma pergunta fundamental ao eleitor brasileiro : como transformar suas propostas em políticas públicas concretas sem comprometer ainda mais as contas do país?

Essa resposta será fundamental para saber se s
ua candidatura pode deixar de ser apenas uma alternativa diferente no discurso e se transformar em uma opção realmente competitiva para a Presidência da República.

No fim das contas, uma eleição presidencial não deve ser decidida apenas por quem fala melhor ou apresenta as ideias mais bonitas. Deve ser decidida por quem consegue mostrar o que pretende fazer, como pretende fazer e quanto isso vai custar ao cidadão.

Opinião: Promessas eleitorais e a falta de propostas para o Paraná



Os candidatos que disputam o governo do Paraná apresentam discursos e propostas que merecem ser analisados com atenção pelo eleitor.

Sandro Alex, do PSD, escolhido pelo governador Ratinho Jr. como seu sucessor, entrou em seu horário político falando que vai acabar com as filas nos hospitais. Mas isso parece uma promessa difícil de acreditar. Depois de oito anos de governo Ratinho Jr., o problema das filas e da demora no atendimento da saúde pública ainda existe e, na minha opinião, continua aumentando.

Então fica a pergunta: será que, com esse tipo de promessa, os candidatos acham que o eleitor vai simplesmente acreditar em tudo o que é dito durante a campanha? Se durante tantos anos o problema não foi resolvido, por que agora seria diferente?

Sergio Moro, do PL, aparece como um forte candidato ao governo do Paraná e vem se destacando nas pesquisas. Mas é preciso perguntar: isso acontece porque ele realmente apresenta um projeto forte para o Estado ou porque seus adversários ainda não conseguiram apresentar uma alternativa convincente?

Grande parte do discurso de Moro parece estar concentrada em atacar o PT e o presidente Lula. A frase “Curitiba prendeu, Brasília soltou” é repetida como argumento político. Mas o Paraná precisa de mais do que frases de efeito. O Estado precisa de propostas concretas para segurança pública, saúde, educação, emprego, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Apenas atacar o PT não pode ser considerado um plano de governo para o Paraná.

Requião Filho, do PDT, também aparece como uma alternativa. Seu discurso busca recuperar algumas ideias associadas ao governo de seu pai, Roberto Requião, principalmente na educação. Entre suas propostas estão melhorar as escolas, valorizar os professores, rever questões relacionadas aos contratos PSS e buscar uma relação melhor entre o governo e os profissionais da educação.

Mas também é preciso avaliar se essas propostas são suficientes para enfrentar os grandes problemas do Paraná.

No fim, o eleitor paranaense precisa fazer uma pergunta simples: qual candidato realmente apresenta um projeto capaz de melhorar a vida da população do Paraná?

A campanha eleitoral não pode ser apenas uma disputa de promessas, ataques políticos e frases de efeito. O Paraná precisa de propostas concretas, metas claras e, principalmente, de candidatos que expliquem como pretendem realizar aquilo que estão prometendo.

O eleitor não deve escolher apenas pela propaganda eleitoral ou pela popularidade nas pesquisas. Deve cobrar propostas, resultados e capacidade de governar.

Afinal, prometer é fácil. Difícil é governar e entregar.

Economia- Minha opinião: o desafio de equilibrar as contas sem pesar no bolso

 Minha opinião: o desafio de equilibrar as contas sem pesar no bolso.



Na minha opinião, o Brasil está diante de um dos maiores desafios econômicos dos próximos anos: conseguir controlar a dívida pública e fazer um ajuste fiscal sem prejudicar justamente quem mais depende da economia funcionando bem.


Não sou contra o ajuste fiscal. Pelo contrário. Acredito que o governo precisa ter responsabilidade com as contas públicas. Um país não pode gastar permanentemente mais do que consegue sustentar. Quando a dívida cresce demais, aumenta a desconfiança, os custos financeiros ficam maiores e sobra menos espaço no orçamento para investimentos e políticas públicas.


Mas também acredito que existe uma diferença muito grande entre fazer um ajuste fiscal responsável e simplesmente cortar gastos.


Para mim, o primeiro lugar a ser discutido deveria ser a qualidade do gasto público. Antes de pensar em reduzir aquilo que chega ao trabalhador, é preciso perguntar onde existe desperdício, quais despesas podem ser melhor administradas e quais políticas realmente produzem resultados para a população.


Outro ponto importante é o salário mínimo.


Quando o salário mínimo aumenta, milhões de brasileiros passam a ter um pouco mais de renda para consumir. Isso pode movimentar o comércio e ajudar a economia. Porém, o aumento também gera impacto nas despesas públicas, principalmente porque vários benefícios estão vinculados ao salário mínimo.


Por isso, acredito que o país precisa buscar um equilíbrio. O trabalhador precisa ter ganho real de renda, mas esse aumento precisa estar acompanhado de crescimento da produtividade e de uma política fiscal que consiga sustentar as despesas no longo prazo.


E existe ainda uma questão que não podemos ignorar: o preço dos alimentos.


Não adianta falar que o salário aumentou se o trabalhador chega ao supermercado e descobre que seu dinheiro compra cada vez menos. Para quem ganha pouco, alguns reais a mais no preço da carne, do arroz, do café ou do leite fazem uma diferença enorme no orçamento.


É por isso que também vejo com preocupação uma política de juros muito elevados durante muito tempo.


A política monetária é necessária para controlar a inflação. O Banco Central precisa ter credibilidade e combater pressões inflacionárias. Mas juros altos também encarecem o crédito, dificultam investimentos e podem desacelerar o crescimento econômico.


Na minha visão, o Brasil precisa encontrar um ponto de equilíbrio entre política fiscal e política monetária.


Não adianta o governo tentar estimular a economia sem responsabilidade fiscal e, ao mesmo tempo, esperar que os juros caiam rapidamente. Da mesma forma, não acredito que juros elevados sejam uma solução permanente para todos os problemas da economia.


O país precisa crescer.


E crescimento econômico é importante também para a dívida pública. Se a economia cresce, a arrecadação tende a aumentar e a relação entre dívida e PIB pode melhorar. Por isso, o ajuste fiscal não deveria olhar somente para o corte de despesas, mas também para a capacidade do Brasil de crescer de maneira sustentável.


Minha opinião é que o Brasil precisa de responsabilidade fiscal, mas também de responsabilidade social.


Precisamos controlar a dívida, melhorar a qualidade dos gastos públicos, preservar investimentos importantes, aumentar a produtividade, fortalecer o emprego e garantir que o trabalhador não perca poder de compra.


No final, a economia não é apenas uma discussão sobre números.


A dívida pública aparece nas contas do governo. A Selic aparece nas decisões do Banco Central. O ajuste fiscal aparece no orçamento.


Mas o resultado de tudo isso aparece na vida das pessoas.


É no salário que precisa chegar até o fim do mês. É no preço do supermercado. É na parcela do financiamento. É no emprego. É na possibilidade de uma família melhorar de vida.


Por isso, acredito que o verdadeiro desafio do Brasil não é simplesmente escolher entre gastar ou cortar.


É aprender a gastar melhor, controlar o que precisa ser controlado e criar condições para que a economia volte a crescer.


Essa, na minha visão, deveria ser a prioridade.

“Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional: respostas, desvios e muitas perguntas sem resposta”.

 


Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional: muitas respostas sobre Lula, mas poucas sobre si mesmo


A entrevista de Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional, nesta sexta-feira (28), mostrou um candidato preparado para defender seu campo político, mas que, na minha opinião, deixou algumas perguntas importantes sem respostas satisfatórias.


Um dos principais momentos foi quando ele foi questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro e os R$ 61 milhões destinados ao filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que não houve irregularidade, que o dinheiro foi destinado à produção do filme e que não caberia a ele apresentar os contratos.


O problema, na minha visão, é que quando uma entrevista trata de uma relação financeira que está sendo questionada, o eleitor espera transparência, documentos e respostas objetivas. Dizer que o assunto está encerrado ou que a responsabilidade é de terceiros pode não ser suficiente para convencer quem está fazendo perguntas legítimas.


Outro ponto que me chamou atenção foi a frequência com que Flávio levou a discussão para Lula e para problemas do atual governo. É legítimo criticar Lula — e qualquer político deve estar sujeito a questionamentos. Mas uma coisa não elimina a outra.


Se existem irregularidades no governo Lula, elas precisam ser investigadas. Se existem dúvidas sobre Flávio Bolsonaro e o caso Vorcaro, elas também precisam ser esclarecidas.


Na minha opinião, o eleitor não deveria aceitar a velha lógica de que o problema do adversário serve como resposta para o problema do próprio candidato. Política não deveria ser uma disputa para descobrir quem tem o escândalo menor.


Flávio também afirmou que respeitará o resultado das eleições, embora tenha sido questionado sobre uma eventual derrota e não tenha respondido de forma tão direta quanto a pergunta permitia.


No final, minha impressão da entrevista é simples: Flávio Bolsonaro conseguiu defender sua candidatura e seu grupo político, mas algumas das perguntas mais delicadas ficaram sem o nível de esclarecimento que eu esperaria de alguém que pretende ser presidente da República.


O eleitor merece mais do que acusações contra Lula, contra Bolsonaro ou contra qualquer outro político. Merece respostas claras, documentos e transparência de todos.

Palmeiras atropela o Santos por 3 a 0 e fica com um pé na semifinal da Copa do Brasil.

Foto - Divulgação.
O Alviverde Imponente atropelou o Santos em casa como um verdadeiro trator e largou na frente no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Com a vitória por 3 a 0, o Verdão construiu uma grande vantagem e poderá perder por até dois gols no jogo de volta que, ainda assim, garantirá a classificação para a semifinal.

O placar poderia ter sido ainda maior. O Palmeiras criou diversas chances claras de gol com Vitor Roque, Flaco López, Maurício e Giay, que desperdiçaram oportunidades diante do gol santista.

Os gols do Palmeiras foram marcados duas vezes por Flaco López, enquanto Andreas Pereira também deixou sua marca. O Verdão parecia um verdadeiro rolo compressor sobre o Santos, que pouco conseguiu jogar e praticamente não criou oportunidades de perigo.

Neymar, que ficou fora da partida por causa do gramado sintético, acompanhou pela televisão o Palmeiras dando um verdadeiro chocolate no Peixe. Gabigol entrou na tentativa de ajudar o Santos a reagir, mas não conseguiu mudar o cenário da partida.

O Palmeiras dominou completamente o jogo e mostrou muita força diante de um Santos praticamente inofensivo. O time de Abel Ferreira segue com fome de gols e determinado a conquistar o título da Copa do Brasil e buscar o pentacampeonato.

O Verdão vai com força máxima em todas as competições que disputa e, diante do Santos, voltou a apresentar um futebol de alto nível. Já o Peixe terá uma missão muito complicada no jogo de volta: precisará de uma grande reação para eliminar o Palmeiras e avançar à semifinal.

Com a vantagem de 3 a 0, o Verdão está muito perto da classificação e mostrou mais uma vez por que é considerado um dos times mais fortes do futebol brasileiro.

De contratação contestada a protagonista do Palmeiras: a história de Flaco López mostra que a confiança de Abel Ferreira fez toda a diferença

Foto - Divulgação.
Como já dizia o treinador Abel Ferreira sobre Flaco López: a confiança e a paciência podem transformar um jogador. O atacante argentino chegou ao Palmeiras em 2022, em uma negociação de cerca de 8 milhões de dólares. Na época, a contratação parecia arriscada e ele se tornou o jogador mais caro da história do clube.

No início, Flaco López enfrentou muitas dificuldades. Perdia gols importantes, teve atuações abaixo do esperado e foi bastante criticado pela torcida. Mesmo assim, Abel Ferreira nunca abandonou o jogador. O treinador sempre acreditou em seu futebol e deu tempo para que o argentino pudesse evoluir.

Hoje, o resultado dessa confiança está aí. Flaco López vale mais de 50 milhões de reais, é um dos principais jogadores do Palmeiras, considerado por muitos o melhor atacante em atividade no futebol brasileiro e também integra a seleção argentina. Além disso, vários clubes estão de olho em seu futebol, incluindo o Atlético de Madrid.

Atualmente, Flaco é o artilheiro do Palmeiras e já marcou 78 gols com a camisa alviverde. É um atacante com faro de gol, habilidade para driblar e grande capacidade de finalização.

O argentino foi decisivo recentemente, marcando na vitória do Palmeiras por 4 a 0 sobre o Vasco. Ele também marcou dois gols na vitória diante do Santos, pela Copa do Brasil. Como reconhecimento pelo seu grande momento, teve seu contrato renovado até 2030.

Na temporada, Flaco López já soma 30 participações em gols, com 21 gols e nove assistências. Ele está a apenas uma participação de igualar sua melhor temporada pelo Palmeiras, quando registrou 31 participações em gols, em 2025.

Palmeiras em Queda: Um Grande Elenco, um Time sem Brilho e um Abel Teimoso

O time do Palmeiras está passando por uma fase ruim. Mesmo tendo um grande elenco nas mãos, temos um treinador fraco e teimoso, que é o Abel Ferreira. O cara é vitorioso na história do clube, mas, só porque está à frente do time há quase seis temporadas, não significa que esteja acertando. Ultimamente, ele vem fazendo uma cagada atrás da outra.

O Palmeiras perdeu o brilho e a postura. Já são três anos em que o time não consegue ganhar nada importante e, além disso, vem apresentando um futebol horrível. Agora, o time emprestou o Veiga, que não estava jogando nada, e trouxe o Sosa. A troca não resolveu nada. Para piorar, o treinador agora inventou de jogar com três zagueiros, o que é um absurdo.

O Palmeiras não consegue vencer há quatro jogos e viu o Flamengo diminuir a vantagem de oito para apenas três pontos, ainda com um jogo a menos. Além disso, tropeçou diante do Internacional e do Fluminense.

O Carlos Miguel é um jogador fraco e, nos tropeços do Palmeiras, falhou em praticamente todos. Agora, o time tem o Vasco dentro de casa no domingo e precisa vencer para não perder a liderança para o Flamengo.

Na Libertadores, o Palmeiras também jogou mal e empatou com o Cerro. Agora, na quarta-feira, fora de casa, corre o risco de ser eliminado se continuar apresentando esse futebol fraco.

O Palmeiras precisa reagir urgentemente. O elenco é bom, mas o time precisa voltar a ter organização, postura, intensidade e, principalmente, um futebol digno da história do clube.

Na minha opinião, o Abel precisa parar de inventar esse esquema com três zagueiros. O principal problema do Palmeiras hoje está no meio-campo, que virou um verdadeiro buraco. O time fica sem criação, sem intensidade e sem ligação entre defesa e ataque.

Eu colocaria o Arias pela ponta esquerda, o Allan pela direita e o Flaco López como centroavante. O Maurício poderia atuar como um meia mais articulador, tendo liberdade para chegar ao ataque. Para dar equilíbrio ao meio-campo, colocaria o Pacheco com a função de marcar, ao lado do Marlon Freitas.

Outra opção seria colocar o Arias mais por dentro, como meia, junto com o Maurício, formando uma dupla de jogadores responsáveis pela criação. Dessa forma, o Palmeiras teria mais qualidade no meio e poderia chegar ao ataque com mais jogadores.

Chega dessa história de três zagueiros! O Palmeiras precisa reforçar o meio-campo, porque é justamente ali que o time está perdendo os jogos. Com três zagueiros, o time não está ficando mais seguro; pelo contrário, está deixando um enorme espaço no meio-campo e ficando sem criatividade para atacar.



Estudantes da Unespar de Apucarana visitam a Bolsa de Valores em viagem acadêmica a São Paulo.

Visita à Bolsa de Valores marca viagem acadêmica de estudantes da Unespar de Apucarana a São Paulo.

Estudantes da Unespar de Apucarana durante visita à B3, em São Paulo, onde conheceram de perto o funcionamento da Bolsa de Valores e do mercado financeiro brasileiro. Foto Divulgação.


Na última sexta-feira, o Colegiado de Ciências Econômicas da Unespar de Apucarana, acompanhado por alguns estudantes dos cursos de Ciências Contábeis e Direito, realizou uma viagem acadêmica para a cidade de São Paulo. O grupo foi acompanhado pelos professores Dr. Paulo Guilherme e Dr. Allan Bueno.

Durante a viagem, tivemos a oportunidade de conhecer a B3, a Bolsa de Valores do Brasil, e o MUB3 – Museu da Bolsa do Brasil. Durante a visita, conhecemos mais sobre o funcionamento do mercado financeiro, investidores, acionistas e a dinâmica do antigo pregão viva-voz. Também pudemos conhecer um pouco mais sobre a custódia de ativos e o papel da B3 na infraestrutura do mercado financeiro brasileiro.

Outro ponto que chamou a atenção foi conhecer a atuação da B3 no mercado agropecuário, que envolve a negociação de importantes commodities, como soja, milho, café e algodão.

Também conhecemos empresas de grande importância que possuem ações negociadas na B3, como Banco do Brasil, Bradesco, Copel, entre outras. A própria B3 é uma companhia listada na bolsa e desempenha um papel fundamental no funcionamento do mercado de capitais brasileiro.

A viagem também proporcionou outros momentos culturais. A poucos minutos da B3, visitamos o Farol Santander, que conta com exposições e espaços dedicados à história do banco. Também visitamos o Centro Cultural Banco do Brasil e passamos pelo Centro Histórico da capital paulista, conhecendo um pouco mais da história e da cultura de São Paulo.

Foi uma experiência muito importante, tanto no aspecto acadêmico quanto cultural. Para mim, Robson Macedo, blogueiro e estudante de Economia, foi uma grande satisfação conhecer de perto a Bolsa de Valores e aprender mais sobre o mercado financeiro brasileiro.

A viagem proporcionou novos conhecimentos e mostrou, na prática, a importância do mercado financeiro para a economia brasileira.





Clara Faria realiza sonho e grava primeiro DVD com participações especiais em Apucarana.

Cantora Clara Faria na Gravação
do seu primeiro DVD. Foto - Divulgação
A cantora Clara Faria, natural de Jaguapitã, no Paraná, realizou seu sonho e gravou seu primeiro DVD, intitulado “Entre Clássicos e Sonhos”. A gravação aconteceu na cidade de Apucarana, no Paraná, e contou com a participação de duplas e grupos de sucesso nacional, como Mariana & Mateus, João Nelore & Texano e o Grupo DiResponsa.

O DVD contou com uma estrutura de produção audiovisual para registrar o show ao vivo. O evento foi organizado e produzido pelo empresário Nilton Nacario.

“A realização de um sonho. O primeiro DVD acredito que é o sonho de muitos cantores, e neste DVD eu tive a honra de ter participações especiais como Mariana & Mateus, João Nelore & Texano e o Grupo DiResponsa. Foi tudo lindo, preparado com muito carinho. Assim, foi incrível. As músicas que a gente escolheu, eu acredito que acertamos bastante no repertório, por ser um repertório diferente. Eu também consegui trazer um pouco da minha essência e relembrar alguns clássicos, algumas músicas históricas. Então, acho que a gente passou a ideia que queria trazer para o público e conseguiu transmitir isso. Foi incrível, foi lindo, foi mais do que eu esperava. A galera que foi, pelo amor de Deus, só tenho que agradecer a todos que compareceram ao DVD. O pessoal estava animado, cantou todas as minhas músicas e se emocionou junto comigo. Então, foi impecável, incrível”, afirmou a cantora Clara Faria sobre a gravação do primeiro DVD de sua carreira.

Além dos fãs e admiradores da cantora, que lotaram o espaço, diversos nomes conhecidos do meio artístico fizeram questão de acompanhar a gravação e os bastidores. Marcaram presença artistas e amigos da cantora, como Cacio & Marcos, Jaime Jr., integrante do Grupo Herança, Jão & Tiago e Wagner Barreto, campeão do The Voice Kids.

Com esse novo projeto, que já pode ser acompanhado nas redes sociais da cantora, Clara Faria tem tudo para conquistar cada vez mais espaço e despontar no cenário musical nacional.

Câmara de Kaloré homenageia ex-prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em Sessão Solene pelos 65 anos do município.

Kaloré  - Câmara homenageia ex-prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em Sessão Solene pelos 65 anos do município.

Foto - Robson Macedo.


Kaloré  - A Câmara de Vereadores de Kaloré realizou uma sesssão Solene para homenagear  os ex - prefeitos , vice prefeitos e ex vereadores , essa linda homenagem solene foi de  iniciativa dos vereadores o Presidente da Câmara Marcos Roberto Sanches Junior  e vereadora Josete Cardoso de Sá ,por meio da Resolução nº 001/2026, de 11 de junho de 2026, aprovada por unanimidade pelos demais vereadores da Casa de Leis. Essa homenagem reconhece os relevantes serviços prestados por homens e mulheres que participaram da construção do município ajudando o municipio crescer e fortalecendo ao longo dos seus 65 anos de história foi muito lindo essa homenagem , durante a abertura da sessão de homenagem o presidente da Câmara destacou a solenidade simboliza o respeitto daqueles que dedicaram parte de suas vidas ao serviçõ público ressaltando que o crescimento de Kaloré é resultado do trabalho coletivo de diferentes gerações de administradores e legisladores.

Nomes dos homenageados 
Homenageados

Prefeitos e ex-prefeitos: Otávio Impossetto; Francisco Lemes Gonçalves; José Basdão; Mauro Labegalini; Noel Pedro Ribeiro; Eleomil Altivo Fuzetti; Aléscio Canelo; Adnan Luiz Canelo; André Luís Pereira; Osni Aparecido da Silva; Edmilson Luís Stencel e Washington Luís da Silva, que é atual prefeito.

Vice-prefeitos e ex-vice-prefeitos: Sebastião Labegalini; Valdomiro Francisco dos Santos; Vitor Lopes do Prado; José Gonçalves Canelo; Antonio Aparecido Mantovani; Antonio Pereira Lima; Edavino Heleno da Silva; Geraldo Donizete de Souza; Aldo Dorocil Alfonso; Rodrigo Spadin e o atual vice prefeito Décio Bochio.

Vereadores e ex-vereadores: Abílio Stencel, Adão Sebastião de Oliveira, Albano Martineli, Amarildo Spadin, Antonio Bertipaglia, Antonio Camilo, Antonio Colombo, Antonio Guilherme da Silva, Antonio Lourenço Marques, Aparicio Vitor Gonçalves, Aparecido Carlos Pontes, Armando Bertipalha, Avelar Rebelo, Benjamim Labegalini, Benjamim Plaça, Bráz Miranda de Sá, Catulino Ferreira de Jesus, Cícero Benedito da Silva, Claudinei Martins Romão, Durval Ferro, Domingos Matheus Macari, Edson Nogueira de Souza, Eliane Cristina de Souza, Elizabete Leocádio Ramos, Ernesto Keller, Everton Henrique Lopes de Oliveira, Fernando Gonçalves de Oliveira, Francisca Batista Canelo, Geraldo Carlos Massocatto, Germano Spadin, Gilberto Gomes de Barros, Isaurino Inácio de Oliveira, Ismael Granero Ramos, Joaquim Augusto da Silva, João Batista, João Leme Filho, José Carlos Percinato, José da Silva Trovão, José Darienso Filho, José de Souza, José Fantachole, José Meloqueiro, José Pivati, José Rodrigues da Silva, José Sebastião dos Santos, Josias Barbosa de Souza, Josielton Fernando Macari, Josete Cardoso de Sá, Júlio Leonardi, Lucimara Pereira da Silveira, Luiz Otávio Pereira, Manoel Sant’Ana, Márcio Domingues Valério, Marcos Roberto Sanches Júnior, Maria Rosa Campani Franciosi, Marcolino Franco da Rocha, Marli Inácio Policiano, Mathias Lemes Gonçalves, Moacir Fuzeti, Moacir Fuzeti Segundo, Nilda Franco Rios, Nilson Antonio Vicentini, Oldir Glória, Pascoal Pianez, Paulino Mercúrio, Paulo César Agostini, Pedro Silvestre, Pércio Franco da Silva, Raimundinho Cividini, Reinaldo Barbieri, Renildes Ferreira de Castro, Renir Ramalho de Oliveira, Rita de Cássia Mercúrio do Couto, Roberto Nogueira de Sousa, Ronaldo Fernando Ribeiro, Rosângela Cuba Protano, Sandra Cristina Diniz Crizostimo, Sandra Regina Biagio Spadin, Sebastião Paulo do Prado, Sebastião Serafim dos Santos, Silvio Martins de Oliveira, Valdemir José Pivati, Valdomiro Francisco dos Santos, Valéria Giovana Aquaroni, Vanderlei Aparecido Fantachole, William Felipe Emitério Rolim e Wilson José Izidoro.
Confira também algums fotos regiustradas durante o evento , também durante o evento , autoridades do município como vereadores , o prefeito e o vice  e de fora esteve presente, alias entre eles o Deputado Estadual Anibelli Neto.