Era para ser uma noite especial. Dia de comemoração, clima de confiança e a Vila Belmiro como palco de mais uma vitória esperada. O adversário? Um time reserva, pouco conhecido, vindo do Paraguai. Tudo parecia desenhado para uma festa.
Mas o futebol, como sempre, gosta de contrariar roteiro.
O Santos até tentou. Teve a bola, criou chances, viu Neymar e Gabigol desperdiçarem oportunidades que, em dias normais, terminariam em gol. Mas nada parecia fluir. O gol saiu, mas não trouxe tranquilidade. E, como um castigo silencioso, veio o empate — em um pênalti que calou o estádio.
A arquibancada, antes paciente, virou cobrança. O nome de Cuca ecoou não como apoio, mas como exigência. E o treinador, em um gesto quase resignado, respondeu com o corpo: “é o que tem”. Um sinal de quem trabalha, mas sabe das limitações do elenco.
No fim, não teve parabéns, nem festa. Só frustração. Um empate contra reservas, uma lanterna incômoda e a sensação de que o time anda em círculos.
E a torcida… essa continua indo, pagando caro, acreditando — mesmo quando o time não corresponde.
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