Mais uma vez, a Seleção Brasileira deixou o torcedor com aquela velha sensação de que alguma coisa está errada. Contra a Austrália, o Brasil apresentou um futebol fraco, sem criatividade e, em muitos momentos, perdido dentro de campo. Para quem esperava um novo começo, a primeira impressão foi decepcionante.
O time não conseguiu evoluir durante a partida. Raphinha teve uma atuação muito abaixo do esperado, Vini Jr. também não conseguiu fazer a diferença, e o meio-campo encontrou enormes dificuldades para criar. Bruno Guimarães esteve mal e pouco conseguiu contribuir para organizar a equipe.
Nas laterais, o problema também continua. O Brasil ainda não encontrou um jogador que passe segurança na posição e, mesmo assim, Ancelotti aposta em Douglas Santos, que, na minha opinião, não vem apresentando futebol suficiente para vestir a camisa da Seleção.
Marquinhos, já veterano, também demonstrou dificuldades para acompanhar o ritmo da partida. Em determinados momentos, parecia que a Austrália jogava com mais intensidade e organização, enquanto o Brasil simplesmente não sabia o que fazer com a bola.
E é justamente isso que mais preocupa: a falta de identidade.
A Seleção Brasileira parece não ter um padrão de jogo definido. Falta criatividade, faltam jogadas trabalhadas e, principalmente, falta alguém capaz de pensar o jogo no meio-campo. O Brasil sente a ausência de um verdadeiro camisa 10.
Quem conseguiu se destacar foi Estêvão. O jovem mostrou personalidade e foi uma das poucas notícias positivas da partida. Rayan também merece destaque. Quando tudo caminhava para uma derrota, foi ele quem apareceu para marcar o gol de empate e evitar um resultado ainda pior.
O Brasil até chegou a marcar no final do primeiro tempo, com Estêvão, mas o gol foi anulado por uma falta de Bruno Guimarães. A equipe, porém, não conseguiu mudar sua postura na segunda etapa. A Austrália aproveitou uma cobrança de falta e Irankunda abriu o placar.
A partir daí, o torcedor brasileiro começou a olhar para o relógio e esperar pelo fim da partida.
Na minha opinião, Samuel Lino poderia ter começado a partida no lugar de Vini Jr. Não porque Vini não tenha qualidade, mas porque, neste momento, o ataque brasileiro precisa encontrar outras alternativas. Com Vini em campo, o time parece muitas vezes preso a determinadas jogadas e encontra dificuldades para variar seu repertório ofensivo.
Raphinha também não conseguiu apresentar um futebol que justificasse sua presença durante toda a partida. Talvez fosse o momento de utilizar outro meio-campista e buscar mais criatividade e equilíbrio no setor.
O problema é que a Seleção não pode depender apenas de nomes. Camisa famosa não ganha jogo sozinha. É preciso ter organização, intensidade, criatividade e jogadores que estejam vivendo um bom momento.
Enquanto o treinador continuar apostando em jogadores que, na minha opinião, estão abaixo do nível esperado para a Seleção, como Marquinhos, Douglas Santos, Bruno Guimarães, Vini Jr. e Raphinha, será difícil enxergar uma evolução significativa.
O Brasil precisa encontrar seu caminho. Precisa descobrir quem realmente está disposto a vestir a camisa da Seleção e jogar um futebol capaz de empolgar novamente o torcedor.
Porque, sinceramente, assistir a esse Brasil jogar está dando sono.
Rayan evitou a derrota, mas não conseguiu esconder o problema. O empate apenas adiou uma cobrança que já existe: quando a Seleção Brasileira vai voltar a jogar como Seleção Brasileira?
O novo ciclo está apenas começando, mas a primeira impressão foi negativa. E o torcedor, que já está cansado de promessas, espera muito mais do que apenas um futebol burocrático e sem inspiração.




