Goleada diante do Madureira não impede demissão e Flamengo encerra era Filipe Luís.

Foto: André Durão
Depois da goleada por 8 a 0 sobre o Madureira pelo Campeonato Carioca, horas depois o treinador foi comunicado de que estava desligado do clube. Mesmo após a vitória elástica, o Flamengo optou pela demissão do técnico, que, neste início de temporada 2026, acumulava um aproveitamento considerado abaixo do esperado.

A crise começou na estreia do Brasileirão, quando o time foi derrotado pelo São Paulo por 2 a 1. Na sequência, vieram resultados ainda mais pesados: a perda da Supercopa do Rei para o Corinthians, por 2 a 0, e o vice-campeonato da Recopa Sul-Americana diante do Lanús — derrota por 1 a 0 na ida e 3 a 2 na volta.

No Campeonato Brasileiro, em cinco partidas, o Flamengo venceu apenas uma, contra o Vitória, acumulando uma campanha muito abaixo das expectativas para um elenco tão qualificado.

Nos bastidores, há relatos de insatisfação de alguns jogadores com o treinador. Um dos casos citados seria o de Luiz Araújo, que perdeu espaço na equipe titular ao longo da temporada.

Em nota oficial, o clube se manifestou:

“O Flamengo agradece ao ex-atleta e técnico Filipe Luís por tudo o que foi conquistado e compartilhado nesta jornada. O clube deseja sucesso e muita sorte na continuidade de sua trajetória profissional.”

Assim, a goleada não foi suficiente para manter o treinador no cargo, evidenciando que o momento turbulento pesou mais do que o placar elástico.

O treinador deixa o Flamengo após 101 jogos à frente da equipe carioca. Nesse período, conquistou 63 vitórias e cinco títulos, alcançando um aproveitamento de aproximadamente 70% — números expressivos e que mostram um trabalho vitorioso em termos estatísticos.

Apesar dos bons números, o futebol é movido pelo momento. As recentes derrotas em decisões importantes e o início irregular na temporada pesaram mais na avaliação da diretoria do que o retrospecto geral do comandante.

Assim, encerra-se um ciclo que, embora tenha sido marcado por conquistas e bons resultados, termina sob a pressão da fase atual e da alta expectativa que sempre envolve o Flamengo.

Coluna do Robson Macedo - Goleada não mascara crise rubro-negra.


O Flamengo fez 8 a 0 no Madureira e garantiu vaga na final do Campeonato Carioca. Resultado incontestável. Mas é preciso separar as coisas: a goleada não apaga o momento turbulento do clube.

O adversário tinha limitações claras. O Flamengo fez sua obrigação. Nada além disso. O problema é que o torcedor não está analisando apenas esse jogo — está analisando o conjunto da obra.

O time perdeu decisões importantes, tropeçou em partidas grandes e viu o ano começar com frustrações. A pressão aumentou, a torcida perdeu a paciência e o treinador acabou demitido. Esse é o cenário real.

O elenco é caro, qualificado e tratado como um dos melhores da América do Sul. O investimento é alto. A cobrança, proporcional. E quando a expectativa é enorme, o desempenho precisa acompanhar.

Ir à final é obrigação. Ser campeão, quase exigência. Porque, para um clube do tamanho do Flamengo, goleada em semifinal não é troféu — é apenas parte do caminho.

Agora, a decisão vai mostrar se o 8 a 0 foi apenas um treino de luxo ou o início de uma reação verdadeira.

Crônica Esportiva do Robson Macedo - Nem a goleada salva.

 O placar dizia 8 a 0. Um massacre. Um atropelo. O Flamengo fez o que se espera de um gigante diante de um adversário mais frágil: dominou, empurrou, construiu o resultado sem sustos. Parecia treino de luxo em noite  de domingo.

A torcida comemorava os gols, mas não comemorava o momento. Porque, às vezes, o futebol vai além do placar. E o placar elástico não apaga as feridas abertas nas semanas anteriores.

Pedro brilhou, a bola entrou de todo jeito, o time foi à final do Carioca. Mas o ambiente não era de festa completa. Era como se cada gol carregasse junto uma pergunta: “E nas decisões? E nos jogos grandes?”

A temporada começou torta. Derrotas pesadas, títulos escapando, atuações abaixo do esperado para um elenco milionário. A pressão virou rotina. E no futebol brasileiro, quando a pressão aperta, alguém paga a conta. O treinador foi o escolhido.

O Flamengo atropelou o Madureira, mas ainda tenta atropelar a própria desconfiança. Vai à final. Mas chega pressionado. No fim das contas, a goleada foi barulhenta no placar — mas silenciosa na confiança.

Nem a goleada salva: Flamengo vai à final do Carioca , mas crise derruba treinador.

Foto - Divulgação.
O Flamengo venceu o Madureira por 8 a 0 na semifinal do Campeonato Carioca. Uma goleada absurda. Mas, convenhamos, também é preciso olhar o nível do adversário. O Rubro-Negro enfrentou uma equipe sem divisão nacional, e o jogo teve clima de treino. Faltou competitividade. Em muitos momentos, nem parecia uma partida decisiva, mas sim um coletivo de preparação.

Imaginava-se o tamanho da vergonha que seria caso o Flamengo perdesse um confronto como esse. Mesmo com a goleada, parte da torcida ficou na bronca, vaiando o time e gritando “time sem vergonha”, além de direcionar críticas ao então técnico Felipe Luís.

Os gols foram marcados por Pedro, quatro vezes, em grande atuação; Lucas Paquetá, duas vezes; Jean Viana, contra; e Samuel Lino, que fechou o placar. O Flamengo construiu o resultado de forma natural, sem sustos, apenas impondo seu ritmo.

Com a vitória, o time garantiu vaga na final do Carioca, onde enfrentará o Fluminense no clássico Fla-Flu.

Apesar da goleada, o momento do Flamengo em 2026 é turbulento. O ano começou com o pé esquerdo. A equipe perdeu para o Fluminense por 2 a 1 no Carioca, depois foi derrotada pelo São Paulo no Brasileirão e viu a crise ganhar força. Também perdeu duas decisões importantes: foi superado pelo Corinthians por 2 a 0 na Supercopa do Rei e acabou derrotado pelo Lanús na Recopa Sul-Americana — 1 a 0 no jogo de ida e 3 a 2 na volta.

No Brasileirão, o desempenho também preocupa, com o time ainda sem vencer. A pressão aumentou, e Felipe Luís não resistiu, sendo demitido pela diretoria.

A torcida perdeu a paciência. O Flamengo investiu pesado e tem um dos elencos mais caros do país. Foram 42 milhões de euros investidos em Lucas Paquetá — valor que, segundo comparações, se aproxima do orçamento de clubes como o Lanús, que venceu o gigante no Maracanã e conquistou a Recopa.

O contraste entre investimento e desempenho é o que mais incomoda o torcedor rubro-negro neste momento.

Palmeiras bate o São Paulo e alcança a sétima final consecutiva do Paulistão.

O Jogo

(Foto: Marcos Ribolli)

O Palmeiras está na final do Campeonato Paulista mais uma vez. É a sétima final seguida que o Verdão chega no Paulistão, somando três títulos e três vice-campeonatos, podendo agora conquistar o quarto título nessa sequência histórica.

Mais uma vez o clube faz história. Que treinador é Abel Ferreira! Desde a sua chegada, o técnico alcança sua sexta final de Paulista.

O Verdão também contou com grande apoio da torcida: mais de 29 mil pagantes viram a vitória por 2 a 1 diante do São Paulo, com grande atuação de Maurício como meia articulador surpresa e de Flaco López, o matador. Calleri descontou de pênalti para o Tricolor.

Agora, o Palmeiras enfrenta o Novorizontino, que eliminou o Corinthians.


Tem final, chama o Palmeiras! O Verde chega


O Palmeiras chegou a mais uma final de Campeonato Paulista. O Verdão está invicto há 11 partidas contra o São Paulo e, pelo segundo ano consecutivo, elimina o rival no estadual.

A última vez que o São Paulo eliminou o Palmeiras foi em julho de 2023, no mata-mata da Copa do Brasil, quando conquistou o título naquela ocasião.

Desde 2020, o Verdão chega à sua 17ª final de campeonato e agora disputa sua 19ª decisão na história do Paulistão, sendo a sétima consecutiva.


Primeiro Tempo

O Palmeiras começou com tudo para cima do São Paulo, criando chances de perigo. O Tricolor entrou com um esquema diferente, deixando Danielzinho no banco e optando por Luan como marcador, mas a estratégia pouco surtiu efeito.

Aos sete minutos, em ritmo acelerado e marcando alto, o Verdão construiu uma jogada de pé em pé. Após troca de passes entre Flaco López, Maurício e Vitor Roque, o camisa 9 cruzou rasteiro. A defesa do São Paulo falhou feio, e a bola sobrou para Maurício, livre, finalizar e abrir o placar: 1 a 0 Verdão. Contra o Palmeiras, errar é fatal.

Depois do gol, só deu Palmeiras. Flaco finalizou aos 18 minutos e Andreas Pereira aos 26, ambos com perigo. O São Paulo tentou responder com Lucas, mas a finalização saiu para fora.

O ritmo caiu na reta final do primeiro tempo, com muitas faltas e poucas chances. Aos 41 minutos, Enzo Díaz cruzou buscando Luciano, que finalizou para defesa de Carlos Miguel.

Aos 42, o Palmeiras teve grande chance de ampliar. Maurício desarmou, lançou Vitor Roque, que abriu para Piquerez. O lateral finalizou rasteiro para fora, enquanto Allan estava livre para marcar. O Verdão desperdiçou oportunidade clara, mas foi superior na primeira etapa.


Segundo Tempo


Na volta do intervalo, as equipes retornaram sem mudanças. Logo aos cinco minutos, o banco do São Paulo reclamou de pênalti em lance envolvendo Gustavo Gómez, mas a árbitra Daiane Caroline mandou o jogo seguir.

Aos nove minutos, Crespo promoveu alteração, tirando Luan e colocando Danielzinho.

Aos 11 minutos, o Palmeiras foi decisivo novamente. Andreas Pereira cobrou falta ensaiada rasteira para Piquerez, que cruzou na medida para Flaco López finalizar forte e marcar o segundo gol: 2 a 0.

O São Paulo precisava reagir. Aos 17 minutos, Sabino e Calleri arriscaram de longe. Aos 20, a árbitra marcou pênalti após disputa entre Marlon Freitas e Bobadilla. Calleri cobrou e converteu, diminuindo o placar e colocando o Tricolor no jogo.

O São Paulo tentou pressionar, mas encontrou forte marcação palmeirense. Abel promoveu mudanças, colocando Felipe Anderson, Sosa, Lucas Evangelista e Jhon Arias. O Verdão administrou o resultado até o apito final.

Placar final: 2 a 1 para o Palmeiras, que confirma sua classificação para a sétima final seguida do Paulistão.

Atuações do Palmeiras


Maurício e Flaco López foram os nomes do clássico Choque-Rei. Vitor Roque também teve grande atuação, ajudando o time a chegar à final.


Atuações do São Paulo


O São Paulo teve desempenho abaixo. Lucas Moura, Luciano e Danielzinho pouco produziram. Calleri foi o mais participativo e marcou o gol tricolor.


A Voz da Torcida do Palmeiras


“Mais uma vez eliminado! Já pode pedir música”, brinca Robson Macedo
o torcedor palmeirense.

O São Paulo chega a 11 jogos sem vencer o rival. O Verdão dominou o clássico e agora busca o grito de campeão.

O Palmeiras precisa vencer mais um Paulistão para dar ainda mais confiança a Abel Ferreira e deixar sua torcida ainda mais feliz.

Avante, Palmeiras.

Palmeiras busca revanche e chega forte para decidir o Paulistão.

O Palmeiras chega à final como favoritaço ao título do Campeonato Paulista de 2026. E mais: tem a chance perfeita de dar o troco no Novorizontino pela goleada sofrida por 4 a 0 ainda na primeira fase.

Naquela ocasião, o Verdão entro
u com time misto. Abel Ferreira preservou alguns titulares e o resultado foi duro: a pior derrota da era Abel. Uma atuação irreconhecível.

Agora o cenário é outro.

O Palmeiras chega mais forte, mais ajustado e com um meio-campo para frente que vive grande fase: Marlon Freitas, Andreas Pereira, Maurício, Allan, Vitor Roque e Flaco López. É um setor ofensivo intenso, criativo e decisivo.

Maurício, inclusive, voltou a jogar em alto nível. Quando está confiante, desequilibra. Organiza, infiltra, finaliza. O meia virou peça importante e está dificultando qualquer mudança no time titular. Segundo a imprensa, ele poderia perder espaço para Jhon Arias, mas o colombiano vai ter que suar muito para assumir a vaga.

A pergunta é clara: quem sai desse time?

O Verdão tem elenco, tem momento e tem sede de revanche. Tem, sim, condições de devolver um placar elástico e mostrar que aquela derrota foi circunstancial.

Mas final não se ganha só com favoritismo.

O Novorizontino não chegou por acaso. Eliminou gigantes, mostrou organização e tem no meia Rômulo um dos destaques da campanha. Curiosamente, ele pertence ao Palmeiras e pode atuar na decisão — caso o Tigre arque com a multa contratual.

Será um grande confronto.

O Palmeiras entra como favorito, tem mais elenco e mais experiência em decisões. Mas precisará confirmar isso dentro de campo.

Se jogar o que vem jogando, o Verdão levanta a taça.

Se vacilar, pode transformar revanche em novo pesadelo.

Final se joga. Favoritismo se prova.

Crônica – Silêncio que antecede a decisão.

Em Ponta Grossa, a rede não balançou. Mas o jogo falou.



O Operário Ferroviário tentou. Pressionou. Rondou a área. Boschilia pensou o jogo, Aylon brigou por cada bola. O Fantasma teve mais presença, mais iniciativa, mais volume. Mas faltou o detalhe que muda tudo: o gol.

Do outro lado, o Londrina fez o que precisava. Defendeu com organização, suportou a pressão e mostrou que decisão também se joga com paciência. O Tubarão soube sofrer. E, às vezes, saber sofrer é meio caminho para ser campeão.

O 0 a 0 deixou Ponta Grossa com aquele sentimento estranho. Nem festa, nem frustração. Apenas expectativa.

Agora, a história muda de cenário. Vai para o Estádio do Café. Lá, o barulho será outro. A torcida empurra, o coração acelera, o erro pesa mais.

O Operário quer o bi.

O Londrina quer o grito preso na garganta.

O primeiro jogo terminou sem gols.

Mas a decisão promete tudo o que faltou: emoção, tensão e, talvez, o gol que vai escrever o capítulo final.

Nada de gols em Ponta Grossa - O Operário Ferroviário empatou em 0 a 0 com o Londrina no primeiro jogo da decisão do Paranaense.

Foto: André Jonsson/OFEC)
Nada de gols em Ponta Grossa, o Operário Ferroviário empatou em 0 a 0 com o Londrina no primeiro jogo da decisão, em Ponta Grossa.

O Fantasma teve mais volume ofensivo e criou boas chances com Boschilia e Aylon, mas parou na forte marcação do Tubarão. A defesa londrinense fez uma ótima atuação, controlou a pressão adversária e garantiu o empate fora de casa.

Agora, a decisão será em Londrina, no Estádio do Café. Com o apoio da torcida, o Londrina promete uma postura diferente para buscar a vitória e tentar conquistar o título do Campeonato Paranaense.

Já o Operário vai defender seu título e sabe que precisará ser mais eficiente nas finalizações para sair de Londrina com o bicampeonato estadual.

Tudo em aberto para a grande decisão.

Coluna – A queda do Corinthians e os mesmos erros de sempre.

 A eliminação do Corinthians para o Novorizontino não foi um acidente. Foi consequência.

O Timão teve mais posse de bola, tentou pressionar e até rondou a área adversária. Mas futebol não se ganha com volume estéril. Faltou criatividade, faltou agressividade e, principalmente, faltou eficiência.

O Corinthians criou pouco para quem precisava decidir uma semifinal. Dependia de jogadas isoladas, cruzamentos previsíveis e tentativas individuais. Quando teve chance clara, desperdiçou. E em jogo grande, erro custa caro.

Do outro lado, o Novorizontino mostrou organização, disciplina tática e paciência. Esperou o momento certo e, em um contra-ataque bem construído, decidiu a partida. Simples, direto e mortal.

O mais preocupante para o torcedor corintiano não é apenas a eliminação. É a sensação de repetição. O time apresenta dificuldades ofensivas há meses, oscila emocionalmente e parece não ter um plano claro quando precisa propor o jogo.

Camisa pesa. História pesa. Mas dentro de campo, quem decide é desempenho.

O Corinthians caiu porque produziu pouco.

E, enquanto não encarar seus problemas de frente, seguirá ficando pelo caminho.

Coluna – O Novorizontino não é surpresa, é projeto.

 A classificação do Novorizontino não pode ser tratada como zebra.

O clube fez a melhor campanha da primeira fase, goleou o Palmeiras por 4 a 0, eliminou o Santos no mata-mata e agora despachou o atual campeão, o Corinthians.

Isso não é acaso. É organização.

Enquanto muitos clubes grandes vivem de nome e tradição, o Novorizontino vive de planejamento. Time ajustado taticamente, competitivo em casa e consciente das suas limitações. Contra o Corinthians, soube sofrer, marcou forte e aproveitou a oportunidade no momento certo.

Já o Timão mostrou mais volume, mas pouca efetividade. Pressionou no fim, mas criou pouco durante os 90 minutos. Faltou criatividade, faltou intensidade e sobrou nervosismo.

A final contra o Palmeiras coloca novamente à prova a força do projeto do interior contra a estrutura da capital.

Mas uma coisa é certa:

O Novorizontino já não é surpresa no campeonato.

É realidade.

Crônica – A noite em que o Tigre rugiu mais alto.

 Crônica do Robson Macedo - Novorizontino 1 x 0 Corinthians.

Há noites que entram para a história. E em Novo Horizonte, o Tigre rugiu como nunca.




O Novorizontino encarou o Corinthians sem medo do peso da camisa, sem olhar para o tamanho do adversário. Olhou para a arquibancada, sentiu a energia da casa e jogou como quem sabia que a história estava esperando.

O jogo foi duro, truncado, de poucas chances. O Corinthians teve mais posse, tentou pressionar, mas encontrou um time organizado, atento e com o coração pulsando forte.

Até que aos 28 minutos do segundo tempo, o destino apareceu em forma de contra-ataque. Rômulo iniciou, Róbson cruzou, e Mayk apareceu livre na segunda trave. Um toque simples. Um gol gigante.

Silêncio de um lado. Explosão do outro.

O Timão ainda tentou no abafa final, mas o Novorizontino não se intimidou. Lutou por cada bola como se fosse a última. E quando o apito final soou, não era só uma vitória.

Era história.

Depois de 36 anos, o Tigre do Vale está na final do Campeonato Paulista.
Não foi acaso. Foi campanha, foi trabalho, foi merecimento.

Corinthians perde para o Novorizontino , e é eliminado do Paulistão.

Foto: Rapha Marques/AGIF)
 A partida foi equilibrada e com poucas oportunidades claras. O Novorizontino criou boas chances com Róbson e em jogadas de inversão que assustaram o goleiro Hugo. Já o Corinthians teve mais volume de jogo, mas poucas finalizações efetivas. As principais chances vieram com André, chutando de dentro da área, e com Matheus Bidu, após cruzamento de Matheuzinho.

No segundo tempo, as equipes fizeram alterações em busca de mais intensidade. Mesmo assim, o Corinthians encontrou dificuldades para furar a defesa adversária. Vitinho e Garro tiveram oportunidades, mas não conseguiram concluir com sucesso. O Timão pressionou com Vitinho, Matheus Bidu, Breno Bidon e Memphis Depay, porém o goleiro do Novorizontino fez grandes defesas e garantiu o empate até então.

O gol da classificação saiu aos 28 minutos da etapa final. Em um contra-ataque rápido, Rômulo iniciou a jogada e tocou para Róbson, que cruzou na segunda trave. Mayk apareceu livre nas costas da defesa e apenas empurrou para o fundo das redes, selando a classificação histórica.

Nos minutos finais, o Corinthians foi para o tudo ou nada e pressionou em busca do empate, mas pouco produziu. O Novorizontino soube administrar a vantagem e confirmou a vitória diante da sua torcida.

Agora, o time de Novo Horizonte faz história e está na final do Paulistão, onde enfrentará o Palmeiras. O primeiro jogo está marcado para quarta-feira, às 20h, na casa do Verdão, e a decisão será no domingo, às 20h30, em Novo Horizonte. 

O Timão dá adeus ao Bi - Paulista , agora o time volta a suas intensões ao Brasileirão, o time encara o Coritiba em sua Arena.


Novorizontino faz história e elimina o Corinthians rumo à final do Paulistão.

Foto - Divulgação.
O Novorizontino fez história ao vencer o Corinthians por 1 a 0, com gol de Mayk quase no fim do segundo tempo, garantindo vaga na final do Campeonato Paulista após 36 anos. O clube agora sonha com um título inédito da competição.

Dono da melhor campanha até aqui, o Tigre do Vale fez valer o mando de campo e não deu chances ao Timão. Após a partida, o autor do gol destacou a força da equipe em casa:

“Subestimaram o nosso time. Somos fortes aqui, fazemos uma grande campanha e, para vencer a gente, tem que ralar muito”, afirmou Mayk.

A campanha do Novorizontino é marcante. Na primeira fase, goleou o Palmeiras por 4 a 0. No mata-mata, eliminou o Santos e, agora, deixou para trás o atual campeão paulista, o Corinthians.


O jogo


A partida foi equilibrada e com poucas oportunidades claras. O Novorizontino criou boas chances com Róbson e em jogadas de inversão que assustaram o goleiro Hugo. Já o Corinthians teve mais volume de jogo, mas poucas finalizações efetivas. As principais chances vieram com André, chutando de dentro da área, e com Matheus Bidu, após cruzamento de Matheuzinho.

No segundo tempo, as equipes fizeram alterações em busca de mais intensidade. Mesmo assim, o Corinthians encontrou dificuldades para furar a defesa adversária. Vitinho e Garro tiveram oportunidades, mas não conseguiram concluir com sucesso. O Timão pressionou com Vitinho, Matheus Bidu, Breno Bidon e Memphis Depay, porém o goleiro do Novorizontino fez grandes defesas e garantiu o empate até então.

O gol da classificação saiu aos 28 minutos da etapa final. Em um contra-ataque rápido, Rômulo iniciou a jogada e tocou para Róbson, que cruzou na segunda trave. Mayk apareceu livre nas costas da defesa e apenas empurrou para o fundo das redes, selando a classificação histórica.

Nos minutos finais, o Corinthians foi para o tudo ou nada e pressionou em busca do empate, mas pouco produziu. O Novorizontino soube administrar a vantagem e confirmou a vitória diante da sua torcida.

Agora, o time de Novo Horizonte faz história e está na final do Paulistão, onde enfrentará o Palmeiras. O primeiro jogo está marcado para quarta-feira, às 20h, na casa do Verdão, e a decisão será no domingo, às 20h30, em Novo Horizonte.

Sétima final seguida no Paulistão.

 

Foto divulgação. 

Verdão venceu o time do São Paulo por 2 x 1, o time foi pra cima do São Paulo, criou chances e venceu a partida . Os gols foram marcados por Mauricio e Flaco López e o time do São Paulo marcou com Calleri, mais uma final seguida esse time do Palmeiras chega sétima final seguida no Paulistão seis com a chegada de Abel Ferreira o time agora pega o Novorizontino. 

Peregrinação das Santas Chagas emociona fiéis na madrugada em Borrazópolis.


 

Veja como foi a caminhada de Jesus das Santas Chagas no percurso da Imposição da Imagem em Borrazópolis.

“Momento de fé e devoção durante a caminhada das Santas Chagas em Borrazópolis.”
Foto - Robson Macedo.


Foi realizada com sucesso a caminhada de peregrinação e imposição da imagem de Jesus das Santas Chagas, que teve início em frente à Igreja Imaculada Conceição de Borrazópolis, às 3 horas da madrugada deste domingo, dia 1º.

Durante o percurso, os peregrinos passaram pelos pontos das chagas, caminhando e apresentando suas intenções e orações. Foram rezadas Ave-Marias, Pai-Nossos e o Terço. A caminhada chegou à penúltima cruz, na Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes do Bairro Fogueira, onde houve um momento de oração com o Padre Paulo.

Em seguida, os fiéis seguiram em direção ao destino final: a Capela de Nossa Senhora Aparecida, no bairro Salto Fogueira. No local, onde está a capela de Jesus das Santas Chagas, a imagem foi colocada com muitas bênçãos e orações. Também foi celebrada uma Santa Missa pelo Padre Paulo.

Durante todo o percurso, a imagem foi conduzida nas mãos dos fiéis, tornando a caminhada ainda mais emocionante. Muitas pessoas participaram, vindas de cidades como Ibiporã, Londrina e Apucarana, além de toda a região, em peregrinação no Caminho das Santas Chagas de Jesus.

É um momento muito bonito de fé, com pessoas que caminham com intenções de saúde, cura e outras graças. A peregrinação acontece todo primeiro domingo de cada mês.












Fim da escala 6x1 pode elevar inflação e mexer com a economia do Brasil.

 A possível discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um — tem gerado debates intensos em todo o Brasil. A proposta, defendida por setores políticos e movimentos trabalhistas, pode provocar impactos diretos na economia do país, influenciando inflação, geração de empregos e custos para as empresas.

Atualmente, a legislação trabalhista brasileira, definida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permite diferentes modelos de jornada, incluindo a escala 6x1, muito utilizada no comércio, supermercados, indústrias e no setor de serviços.

Impacto nos custos das empresas

Caso a escala 6x1 seja substituída por um modelo com mais dias de descanso, como o 5x2 obrigatório para todos os setores, muitas empresas precisarão contratar mais funcionários para manter o mesmo nível de funcionamento.

Esse aumento na folha de pagamento pode elevar os custos operacionais. Pequenos e médios empresários alertam que isso pode resultar em:

Redução de contratações

Demissões para equilibrar despesas

Aumento de preços de produtos e serviços

Risco de inflação

Quando os custos das empresas sobem, é comum que parte desse aumento seja repassado ao consumidor final. Com isso, produtos e serviços podem ficar mais caros, pressionando a inflação.

O Banco Central do Brasil monitora constantemente fatores que impactam a inflação. Caso haja aumento generalizado de preços, a instituição pode manter ou até elevar a taxa de juros para conter o avanço inflacionário, o que também desacelera a economia.

Possível impacto no emprego

Especialistas divergem sobre os efeitos no mercado de trabalho. Enquanto alguns defendem que a mudança pode gerar novas vagas devido à necessidade de mais contratações, outros alertam que empresas podem optar por:


Automatização

Redução de quadro de funcionários

Informalidade

O impacto pode variar de acordo com o setor da economia e o porte das empresas.

Qualidade de vida x produtividade

Defensores do fim da escala 6x1 argumentam que jornadas menos desgastantes podem aumentar a produtividade, reduzir afastamentos por problemas de saúde e melhorar a qualidade de vida do trabalhador.

Já críticos afirmam que mudanças bruscas podem afetar a competitividade do Brasil no cenário internacional, especialmente em setores que dependem de funcionamento contínuo.

Debate deve continuar

O tema ainda gera debates no Congresso Nacional e entre representantes do setor produtivo. Qualquer mudança nas regras trabalhistas exige estudo técnico aprofundado para equilibrar direitos dos trabalhadores e sustentabilidade econômica.


O fato é que o fim da escala 6x1 não impacta apenas o trabalhador, mas pode provocar efeitos em toda a economia brasileira, influenciando preços, empregos e crescimento do país.

Coluna – Palmeiras mostra maturidade de quem quer título.

 A vitória do Palmeiras sobre o Fluminense vai além do placar.

O time mostrou duas versões importantes para quem briga por campeonato: intensidade para construir vantagem e maturidade para sustentar resultado sob pressão.

No primeiro tempo, o Palmeiras foi eficiente. Aproveitou as oportunidades, marcou duas vezes e controlou o ritmo. No segundo, enfrentou um adversário que teve mais posse de bola, mais finalizações e volume ofensivo.

A diferença esteve na solidez emocional.

Mesmo após o gol sofrido, a equipe não se perdeu taticamente. Soube explorar os espaços no contra-ataque e quase ampliou em lance que terminou no travessão. A atuação de Carlos Miguel também foi determinante para garantir os três pontos.

Se quer ser campeão, precisa vencer jogando bem.

Mas principalmente, precisa vencer quando o adversário cresce.

O Palmeiras deu mais um sinal claro de que está preparado para brigar pelo topo até o fim.

Crônica – O líder que sabe sofrer.

 


Tem jogo que vale mais do que três pontos. E o Palmeiras mostrou isso.

Contra o Fluminense, não foi só uma vitória por 2 a 1. Foi teste de liderança. Foi jogo de time que quer brigar lá em cima até o fim. O Verdão abriu 2 a 0 com autoridade — Vitor Roque frio no pênalti, Allan arrancando desde o meio-campo como se estivesse jogando pelada de rua.

Parecia controle total.

Mas futebol não é roteiro pronto.

O Fluminense voltou do intervalo com sangue nos olhos. Pressionou, diminuiu com Lucho Acosta e fez o torcedor palmeirense roer as unhas. Bola na trave, volume de jogo, pressão até o último minuto.

E é aí que se separa candidato de líder.

O Palmeiras sofreu, mas não se desorganizou. Carlos Miguel apareceu quando precisou. A defesa segurou como deu. E no contra-ataque, quase matou o jogo quando Jhon Arias deixou Vitor Roque na cara do gol — a bola explodiu no travessão e fez a Arena Barueri prender a respiração.

No fim, vitória de time maduro.

Líder não é o que só encanta.

Líder é o que aguenta pressão.

E o Palmeiras segue líder.

Palmeiras vence o Fluminense, mantém liderança e mostra força na Arena Barueri.

(Foto - Ettore Chiereguini/ AGIF)
                 
Em um jogo movimentado e cheio de emoções, o Palmeiras venceu o Fluminense por 2 a 1 na Arena Barueri e se manteve na liderança do Brasileirão, agora com 10 pontos e três vitórias seguidas.

Foi uma grande partida, intensa do começo ao fim. Os gols do Verdão foram marcados por Vitor Roque e Allan, os dois grandes destaques do confronto.

O primeiro gol saiu após boa jogada de Flaco López, que deixou Vitor Roque na cara do gol. O atacante partiu para cima da defesa e sofreu pênalti do goleiro Fábio. Ele mesmo cobrou e converteu, abrindo o placar.

O segundo gol foi espetacular: Allan roubou a bola ainda no meio-campo, arrancou com velocidade, passou pela marcação do Fluminense e finalizou com categoria para ampliar para 2 a 0, tudo ainda no primeiro tempo.

Na etapa final, o Fluminense voltou mais agressivo e passou a pressionar. Lucho Acosta comandou as ações ofensivas e, após falha do volante Marlon Freitas, diminuiu o placar, colocando fogo no jogo. O time carioca cresceu na partida, acertou a trave e criou diversas chances perigosas.

Em um contra-ataque rápido, Jhon Arias fez grande jogada e deixou Vitor Roque na cara do gol. O atacante finalizou forte, mas a bola explodiu no travessão, quase marcando o terceiro do Verdão.

O goleiro Carlos Miguel também foi decisivo, fazendo grandes defesas que evitaram o empate. O Fluminense teve mais posse de bola, maior volume de jogo e mais finalizações, mas o Palmeiras soube sofrer e segurar o resultado.

A partida ainda teve polêmica na saída de bola, já que o Palmeiras iniciou o jogo com a posse tanto no primeiro quanto no segundo tempo, o que gerou reclamações do adversário.

No fim, o Verdão mostrou maturidade, resistiu à pressão e confirmou mais três pontos importantes na briga pelo topo da tabela, em um confronto direto entre duas equipes que lutam pelas primeiras posições do campeonato.