Bahia vence o Bragantino fora de casa e chega à terceira vitória seguida no Brasileirão.

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O Bahia conquistou sua terceira vitória consecutiva neste Brasileirão. O Esquadrão de Aço venceu o RB Bragantino por 3 a 2, fora de casa, em uma partida bastante movimentada.

Com o resultado, o Bahia chegou aos 43 pontos e colou no G-4 do Brasileirão. Foi uma boa atuação da equipe baiana, que buscou o gol durante praticamente toda a partida e mostrou força para conseguir a vitória fora de casa.

O Bragantino também criou algumas oportunidades e conseguiu marcar duas vezes, mas não foi suficiente para evitar a derrota. Com o resultado negativo, o time permaneceu com 35 pontos, na 9ª colocação.

Os gols do Bahia foram marcados por Luciano Juba, de pênalti, Alejo Véliz e Erick, que cabeceou para o fundo das redes nos minutos finais, garantindo a vitória do Esquadrão de Aço sobre o RB Bragantino.

Pelo lado do Bragantino, Lucas Barbosa e Wallace Yan marcaram os gols da equipe paulista.

Com mais três pontos conquistados, o Bahia segue em grande fase e aumenta a pressão na briga pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro.



Abel Ferreira precisa encontrar respostas.

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 Abel Ferreira precisa rever esse time. Mais uma vez, o treinador não conseguiu fazer a equipe jogar para frente. As substituições também não surtiram o efeito esperado e, na visão deste torcedor, o treinador mexeu mal durante a partida.

Em vez de buscar alternativas para tornar o Palmeiras mais ofensivo, a equipe acabou recuando e terminou a partida sem conseguir encontrar o caminho do gol.

Agora, o Palmeiras precisa melhorar — e muito. É necessário rever os erros cometidos e encontrar rapidamente uma solução para que o time volte a apresentar um futebol mais consistente.

Na 27ª rodada, o Palmeiras terá pela frente o São Paulo, em casa. Será uma partida fundamental para o Verdão. O time precisa entrar em campo para buscar a vitória, recuperar a liderança e impedir que o Flamengo consiga abrir vantagem na disputa pelo título.

Neste momento, apenas um ponto separa Palmeiras e Flamengo, mantendo os dois clubes firmes na briga pela liderança e pelo título do Brasileirão.

Palmeiras tropeça mais uma vez, não convence e perde a liderança do Brasileirão.

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O que está acontecendo com esse time do Palmeiras? É uma vergonha. O time não vai para frente, não consegue jogar bem e, mais uma vez, deixou a desejar. Hoje, diante do Botafogo, o Palmeiras novamente não respondeu em campo e acabou ficando no empate em 0 a 0.

A equipe sentiu as ausências e, principalmente, a saída de Allan Elias e os desfalques de Arias. O Palmeiras teve dificuldades para criar e não conseguiu apresentar um futebol convincente.

Felipe Anderson teve mais uma oportunidade, mas novamente não correspondeu. O jogador não vem respondendo em campo e deixou a desejar em mais uma partida.

Na defesa, Barboza também teve uma atuação muito ruim. Marlon Freitas pouco apareceu e não conseguiu contribuir para que o meio-campo palmeirense funcionasse.

Entre os jogadores do Palmeiras, os melhores foram Giay, que fez uma boa partida e mostrou muita disposição, e Mauricio, que também tentou buscar o jogo. Mauricio, inclusive, teve uma das melhores oportunidades da equipe ao finalizar de cabeça, mas o goleiro do Botafogo fez uma grande defesa.

Flaco López também esteve muito abaixo do esperado e praticamente não conseguiu fazer a diferença no ataque.

O Palmeiras até criou algumas oportunidades de perigo, mas faltou qualidade para transformar as chances em gols. O resultado acabou sendo mais um tropeço em uma rodada importante do campeonato.

Com o empate, o Palmeiras perdeu a liderança do Brasileirão. O Flamengo chegou com tudo e assumiu a primeira colocação ao vencer o Remo por 1 a 0, chegando aos 54 pontos. O Palmeiras terminou a 26ª rodada com 53 pontos.

Veja como foi o lançamento da campanha do candidato a deputado estadual André Vargas pelo PT em Londrina

Por Robson Macedo em Borrazópolis .

Lançamento de Campanha do candidato André Vargas em Londrina. Foto - Robson Macedo.


O candidato a deputado estadual André Vargas, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), realizou o lançamento de sua campanha no Tsuru, em Londrina. O evento reuniu apoiadores que vivem na cidade, lideranças locais, autoridades da região e simpatizantes da candidatura à Assembleia Legislativa do Paraná.

O lançamento contou com um grande número de apoiadores e admiradores que conhecem a trajetória política de André Vargas. O centro de eventos ficou lotado, e os presentes acompanharam o pronunciamento do candidato, que relembrou sua atuação quando exerceu o mandato de deputado federal e o trabalho desenvolvido em benefício de Londrina e de outros municípios da região.

Durante o evento, foi possível perceber a força política de André Vargas junto aos seus apoiadores. A mobilização demonstrada no lançamento reforça a expectativa de que o candidato possa conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa nesta eleição.

Também participaram do evento outros candidatos do PT e nomes que integram a mesma chapa, entre eles o Professor Lemos, além de outras lideranças políticas. O evento também contou com a presença do vice na chapa de Requião Filho.








Borrazópolis presente no lançamento

Uma caravana de Borrazópolis, município onde André Vargas também possui raízes e uma história de atuação política, participou do lançamento da campanha em Londrina.

A caravana foi organizada com a participação da base do PT de Borrazópolis e do grupo político local. Entre os presentes estava Vilmar Sapatieri, que destacou a importância da atuação de André Vargas na história do município.

Vilmar lembrou o período em que André Vargas exerceu o mandato de deputado federal e destacou os recursos conquistados para Borrazópolis durante a gestão do então prefeito Padre Osvaldo (in memoriam).

Segundo Vilmar, André Vargas teve participação importante na conquista de recursos que ajudaram no desenvolvimento do município, citando investimentos e obras como o Lago Municipal, a reforma da Praça da República e a construção de casas populares.

Para Vilmar, a atuação de André Vargas foi importante especialmente em uma época em que os valores destinados aos municípios tinham grande impacto nas obras e investimentos locais.

O apoiador também ressaltou que, mesmo atualmente sem mandato, André Vargas teria continuado contribuindo com Borrazópolis por meio da articulação e da busca por recursos.

“Se ele for eleito, vai ajudar ainda mais o município”, afirmou Vilmar Sapatieri, ao defender a candidatura de André Vargas.

O lançamento em Londrina marcou mais uma etapa da campanha e mostrou a mobilização de apoiadores de diferentes municípios, incluindo Borrazópolis, onde o candidato mantém vínculos e conta com apoio político local.





Veja Como Foi a Reunião de Campanha do Candidato a Deputado Estadual Du Carmo , realizado em Borrazópolis .

 por Robson Macedo , Em Borrazópolis .

Foto - Divulgação .

Na manhã deste domingo, por volta das 11h30, Borrazópolis recebeu a visita do candidato a deputado estadual Do Carmo, que cumpriu agenda política pela região e aproveitou a passagem pelo município para participar de uma reunião e conversar com moradores e apoiadores.

Em Borrazópolis, Do Carmo conta com o apoio e a parceria do comunicador Wellyngton Jhonis, que também possui uma trajetória de atuação política no município. Jhonis foi vereador entre 2016 e 2020 e, atualmente, segue com forte presença na comunicação regional, utilizando seu trabalho para levar informação e dar voz às demandas da população.

Durante a reunião, o candidato destacou a satisfação em retornar a Borrazópolis e reencontrar amigos e apoiadores. Do Carmo também ressaltou a parceria com Wellyngton Jhonis e falou sobre sua trajetória política e o trabalho desenvolvido em conjunto.

Segundo o candidato, os recursos destinados ao município por meio de sua atuação podem chegar a aproximadamente R$ 2 milhões, contemplando investimentos em áreas como a saúde e outros setores importantes para Borrazópolis.

Durante o encontro, o comunicador e repórter Wellyngton Jhonis também destacou a importância da parceria com o candidato e pediu o apoio dos presentes para fortalecer a campanha de Do Carmo no município.

Jhonis ainda incentivou os apoiadores a trabalharem para que Do Carmo seja o deputado estadual mais votado de Borrazópolis, reforçando a importância da participação da comunidade no processo eleitoral.

A reunião fez parte da agenda de campanha do candidato pela região e reuniu apoiadores e lideranças locais em torno de sua candidatura à Assembleia Legislativa do Paraná.










Zezé Di Camargo & Luciano: e aquela música que os fãs querem ouvir novamente nos shows?

Foto. Divulgação 


“Irmão da Lua, Amigo das Estrelas” volta a chamar a atenção dos fãs, mas uma pergunta fica no ar: por que a dupla não coloca esse sucesso novamente no repertório dos shows?

Zezé Di Camargo & Luciano têm uma história recheada de grandes músicas. São tantos sucessos ao longo da carreira que, naturalmente, algumas canções acabam ficando de fora dos repertórios atuais.

Mas existe uma música que merece ser lembrada.

“Irmão da Lua, Amigo das Estrelas”, lançada em 2003, é uma daquelas canções que carregam uma atmosfera diferente e que ficaram marcadas na memória de muitos fãs.

A música fala de madrugada, saudade, solidão e da busca por um novo amor. É uma canção romântica que apresenta uma outra faceta da dupla.

Mas por que ela não aparece nos shows?

Essa é a pergunta que pode ser feita pelos fãs.

Com um repertório tão grande, Zezé Di Camargo & Luciano precisam escolher quais músicas entram em cada apresentação. E isso significa que algumas canções queridas pelo público acabam ficando de fora.

Mas quando uma música volta a despertar interesse entre os fãs, surge aquela vontade de ouvi-la novamente ao vivo.

E “Irmão da Lua, Amigo das Estrelas” poderia ser justamente uma dessas surpresas.

Imagine essa música novamente no palco

Imagine a introdução começando, o público reconhecendo os primeiros acordes e, poucos segundos depois, milhares de pessoas cantando junto.

Seria uma viagem no tempo.

Não seria apenas cantar uma música de 2003. Seria resgatar uma lembrança para quem acompanhou a dupla naquela época e, ao mesmo tempo, apresentar uma canção especial para uma nova geração de fãs.

Talvez seja justamente isso que torne o repertório antigo tão importante.

Algumas músicas não envelhecem. Elas apenas esperam o momento certo para voltar.

A pergunta fica para os fãs

Se você pudesse escolher uma música de Zezé Di Camargo & Luciano que não está no repertório atual para voltar aos shows, qual escolheria?

No meu caso, uma delas seria “Irmão da Lua, Amigo das Estrelas”.

Porque depois de tantos anos, talvez esteja na hora de essa canção voltar a iluminar os palcos da dupla.

E você, gostaria de ouvir “Irmão da Lua, Amigo das Estrelas” novamente em um show de Zezé Di Camargo & Luciano?

Antony & Gabriel: 10 anos de sucesso e uma trajetória que merece aplausos



Dupla celebra uma década de carreira conquistando o público com talento, humildade e muita música sertaneja

Dez anos de carreira não são construídos por acaso. É preciso talento, dedicação, paixão pela música e, acima de tudo, saber conquistar o público.

E quando o assunto é Antony & Gabriel, não faltam motivos para celebrar.

A dupla chega aos 10 anos de sucesso mostrando a força de um trabalho que vem conquistando cada vez mais espaço. Por onde passam, os dois levam música, alegria e conseguem arrastar multidões.

É aquele tipo de dupla que sobe ao palco e rapidamente consegue criar uma conexão com quem está do outro lado.

Talento que chama atenção

Antony & Gabriel são daqueles artistas que chamam atenção não apenas pelo sucesso, mas também pela maneira como conduzem suas carreiras.

A humildade, somada ao talento e ao brilho na voz, faz parte da imagem que a dupla transmite para quem acompanha seu trabalho.

E talvez seja justamente essa combinação que ajude a explicar uma trajetória tão admirada.

Ao longo desses 10 anos, eles vêm construindo suas carreiras com personalidade e conquistando o carinho de um público que acompanha de perto cada novo passo.

Uma nova resenha para os fãs

Recentemente, a dupla também gravou o projeto “Resenha dos Brutos”, trazendo muita moda boa para os fãs.

O trabalho conta com a participação de João Nelore e Texano, formando uma parceria que promete agradar quem gosta daquele sertanejo que reúne música, amizade e muita resenha.

O próprio nome do projeto já transmite a ideia de uma grande celebração entre artistas e fãs.

É música para ouvir, cantar junto e, claro, fazer aquela boa resenha.

Uma dupla que merece ser reconhecida

Como admirador de Antony & Gabriel, considero muito especial acompanhar a trajetória que os dois vêm construindo.

São 10 anos de história, talento e sucesso.

O mais interessante é ver uma dupla que consegue conquistar multidões e, ao mesmo tempo, manter uma imagem de humildade e proximidade com o público.

Antony & Gabriel representam uma história de sucesso construída com muito talento e dedicação.

E essa trajetória merece ser valorizada.

Que venham muitos anos pela frente!

Uma década já ficou para trás, mas a história de Antony & Gabriel está longe de terminar.

Com talento, brilho na voz, humildade e o carinho dos fãs, a dupla continua construindo seu caminho na música sertaneja.

E para quem admira o trabalho dos dois, fica a torcida para que venham muitos outros anos de sucesso, novas músicas, novos projetos e muitos palcos lotados.

Parabéns, Antony & Gabriel, pelos 10 anos de carreira!

Que essa história continue sendo escrita com muita música, sucesso e, principalmente, com a mesma humildade que conquistou tantos fãs ao longo dessa caminhada.


Quando uma empresa baixa o preço, a concorrência reage: a estratégia por trás dos mercados.

 Em mercados dominados por poucas empresas, cada decisão pode provocar uma reação dos concorrentes. A Teoria dos Jogos ajuda a entender por que empresas competem, cooperam e até entram em guerras de preços.



Imagine a seguinte situação: duas grandes empresas disputam os mesmos consumidores. Uma delas decide reduzir o preço para conquistar uma parcela maior do mercado. A concorrente percebe o movimento e toma a mesma decisão. Pouco depois, as duas reduzem novamente seus preços.

O que parecia uma estratégia para conquistar clientes pode acabar se transformando em uma guerra de preços, reduzindo os lucros das duas empresas.

Esse tipo de situação é um dos exemplos que ajudam a explicar a importância da Teoria dos Jogos na Microeconomia. Em mercados nos quais existem poucos concorrentes, uma empresa não pode tomar suas decisões olhando apenas para seus próprios interesses. Ela precisa tentar prever como as outras empresas irão reagir.

O mercado como um grande jogo estratégico

A Teoria dos Jogos analisa situações em que as decisões de um participante dependem das decisões dos demais. Na economia, isso é especialmente importante quando empresas competem em mercados concentrados.

É o caso dos oligopólios, mercados caracterizados pela presença de um número reduzido de grandes empresas. Nesse cenário, preço, produção, publicidade e investimentos podem ser definidos levando em consideração as possíveis reações dos concorrentes.

Um exemplo conhecido é o mercado de refrigerantes, no qual Coca-Cola e Pepsi competem fortemente por consumidores, utilizando preços, publicidade e estratégias de marketing. Outro exemplo de competição entre poucas empresas aparece no mercado de aeronaves comerciais, com Boeing e Airbus disputando clientes em escala global.

A característica fundamental desses mercados é a interdependência estratégica: a decisão de uma empresa influencia o comportamento das outras.

O problema: competir ou cooperar?

É justamente aí que surge um dos principais dilemas estudados pela Teoria dos Jogos.

Uma empresa pode pensar:

“Se eu reduzir meu preço, consigo conquistar mais consumidores.”

Mas a concorrente pode pensar exatamente a mesma coisa.

Se apenas uma empresa reduzir o preço, ela pode conseguir uma vantagem. Porém, se as duas fizerem isso, o resultado pode ser diferente: ambas podem terminar com margens menores e lucros reduzidos.

Esse dilema entre cooperar e competir é particularmente importante nos oligopólios. Estudos sobre jogos de empresas mostram que mudanças entre ambientes cooperativos e competitivos podem produzir resultados diferentes para empresas, consumidores e investidores.

Quando a disputa vira uma guerra de preços

A chamada guerra de preços acontece quando uma redução realizada por uma empresa é respondida por outra redução da concorrente.

Imagine duas empresas, A e B.

A empresa A reduz o preço.

A empresa B responde reduzindo ainda mais.

A empresa A reage novamente.

E o processo continua.

Para cada empresa individualmente, pode parecer racional reduzir o preço para defender sua participação no mercado. Entretanto, quando as duas adotam a mesma estratégia, o resultado pode ser prejudicial para ambas.

É justamente essa situação que mostra por que, na Microeconomia, não basta perguntar “qual é a melhor decisão para minha empresa?”.

Também é necessário perguntar:

“O que acontecerá se meu concorrente reagir?”

O poder dos jogos repetitivos

A situação fica ainda mais interessante quando as empresas sabem que continuarão competindo no futuro.

Uma decisão tomada hoje pode afetar as decisões de amanhã.

Nos jogos repetitivos, as empresas interagem diversas vezes. Elas podem observar o comportamento dos concorrentes, desenvolver reputações e adaptar suas estratégias ao longo do tempo.

É nesse contexto que aparece a estratégia conhecida como “olho por olho, dente por dente”.

A lógica é relativamente simples: começar cooperando e continuar cooperando enquanto o concorrente também cooperar. Se o adversário mudar sua estratégia e passar a competir de maneira agressiva, a empresa responde.

Caso o concorrente volte a cooperar, a empresa também pode voltar à cooperação.

Por que pensar no longo prazo pode mudar tudo?

Imagine duas empresas que conseguem manter preços relativamente altos durante vários períodos.

As duas obtêm bons resultados.

Em determinado momento, uma delas decide reduzir o preço para ganhar mais consumidores. No curto prazo, essa empresa pode aumentar suas vendas.

Mas existe uma consequência: a concorrente pode retaliar.

Se a outra empresa também reduzir o preço, os lucros das duas podem cair.

O material da disciplina utiliza um exemplo no qual a cooperação gera o resultado (50, 50), enquanto a situação de competição e retaliação leva a (10, 10). A diferença mostra que uma vantagem imediata pode gerar perdas maiores no longo prazo.

Assim, quando existe a possibilidade de novas interações, as empresas passam a considerar não apenas o lucro atual, mas também as consequências futuras de suas decisões.

Mas e se as empresas souberem quando tudo vai acabar?

Aqui aparece uma das partes mais interessantes da Teoria dos Jogos.

Se duas empresas sabem exatamente quantas vezes irão competir, o incentivo à cooperação pode diminuir.

Imagine que elas saibam que o jogo terminará no décimo mês.

No último mês, não haverá uma próxima rodada. Portanto, não existe uma futura retaliação a ser temida.

O problema é que essa lógica pode ser levada para o mês anterior, depois para o anterior e assim sucessivamente.

É o chamado raciocínio regressivo, ou efeito dominó.

No modelo apresentado na aula, quando o número de repetições é finito e conhecido, o resultado pode ser a escolha de preços baixos desde o início.

Na vida real, o futuro é incerto

Fora dos modelos econômicos, entretanto, existe uma diferença importante: as empresas raramente sabem exatamente até quando estarão competindo.

Um administrador não sabe necessariamente se continuará enfrentando o mesmo concorrente daqui a cinco ou dez anos.

Essa incerteza pode favorecer estratégias de cooperação, porque o chamado “último período” deixa de ser claramente identificado.

O material também destaca que os agentes econômicos não possuem necessariamente uma racionalidade perfeita. As empresas podem ter dúvidas sobre o comportamento dos concorrentes e sobre as estratégias que eles estão utilizando.

Coca-Cola e Pepsi: quando a concorrência acontece além do preço

Um exemplo didático é a disputa entre Coca-Cola e Pepsi.

As empresas não competem somente pelo preço de seus produtos. Elas também disputam consumidores por meio de publicidade, diferenciação de produtos, distribuição e posicionamento de marca.

Isso mostra que a estratégia competitiva pode acontecer em várias dimensões.

Em um oligopólio, portanto, a empresa pode decidir:

reduzir ou aumentar preços;
aumentar investimentos em publicidade;
lançar novos produtos;
ampliar sua distribuição;
investir em pesquisa e desenvolvimento;
aumentar ou reduzir a produção.

Cada decisão pode provocar uma reação dos concorrentes.

Companhias aéreas e a disputa por passageiros

Outro exemplo de mercado com poucos grandes participantes é o setor de transporte aéreo.

Quando uma companhia modifica seus preços ou lança uma promoção, as concorrentes podem acompanhar seus movimentos para evitar perder passageiros.

Isso cria uma situação típica de interdependência estratégica: o preço escolhido por uma empresa pode depender do preço praticado pelas demais.

A mesma lógica pode aparecer em diversos mercados concentrados, nos quais poucas empresas acompanham de perto as decisões umas das outras.

Competição nem sempre significa prejuízo para o consumidor

Existe, porém, outro lado dessa história.

Quando empresas competem de maneira intensa, os consumidores podem ser beneficiados por preços menores, maior variedade de produtos e investimentos em qualidade.

Um estudo experimental sobre oligopólio citado na literatura encontrou justamente esse tipo de resultado: em seu ambiente de competição, os consumidores tiveram acesso a preços menores e maior quantidade de produtos, embora outros grupos, como investidores e empresas, tenham enfrentado resultados negativos.

Isso revela uma questão importante da Microeconomia: o resultado da competição pode ser diferente para cada participante do mercado.

O que beneficia o consumidor pode reduzir a margem das empresas.

O que aumenta a participação de mercado de uma empresa pode prejudicar sua concorrente.

E uma estratégia que parece excelente no curto prazo pode produzir resultados ruins no longo prazo.

Afinal, o que a Teoria dos Jogos explica?

A grande contribuição da Teoria dos Jogos é mostrar que, em determinados mercados, as empresas não tomam decisões isoladamente.

Elas observam seus concorrentes, antecipam possíveis reações e escolhem estratégias levando em consideração o comportamento dos demais participantes.

Nos jogos repetitivos, essa dinâmica fica ainda mais evidente. A possibilidade de novas interações pode incentivar comportamentos cooperativos, enquanto a certeza de que o jogo terminará em determinado momento pode aumentar os incentivos à competição.

Por isso, entender a Microeconomia não significa apenas estudar oferta, demanda e preços.

Também significa compreender como as empresas pensam estrategicamente diante de seus concorrentes.

Conclusão

Da próxima vez que uma promoção de preços aparecer no mercado, vale lembrar que por trás daquela decisão pode existir muito mais do que uma simples estratégia comercial.

Pode existir um verdadeiro jogo estratégico.

Cada empresa observa seus concorrentes. Cada movimento pode provocar uma reação. E uma decisão aparentemente simples, como reduzir o preço de um produto, pode desencadear uma sequência de respostas que altera completamente o resultado do mercado.

É justamente nesse ambiente que a Teoria dos Jogos ganha importância: quando as decisões são interdependentes, entender o comportamento do concorrente pode ser tão importante quanto entender o próprio consumidor.

Santos mira algo grande nesta reta final de temporada.

O time do Santos está em busca de algo grande ainda nesta reta final do segundo semestre. O Peixe, que já anunciou a contratação do meia Arthur Melo, ex-Grêmio, ganhou um importante reforço para o meio de campo e agora aguarda a chegada de mais dois laterais: Rodinei e Emerson Palmieri.

Os dois jogadores aguardam a liberação de seus respectivos clubes para poderem reforçar o Peixão. Caso as contratações sejam confirmadas, o Santos poderá mudar sua filosofia de jogo e melhorar consideravelmente seu desempenho dentro de campo.

Com esses reforços, a expectativa é de um Santos mais competitivo, ofensivo e disputativo, capaz de jogar de igual para igual com seus adversários. A diretoria parece estar apostando em nomes experientes para dar mais qualidade ao elenco e, principalmente, para ajudar o Peixe a se reerguer nesta temporada.

O objetivo agora é claro: aproveitar essa reta final para buscar algo maior e terminar o ano com um time mais forte e competitivo.

E se todos os reforços chegarem?

Se as contratações forem confirmadas, este poderia ser o possível time do Santos:

Brazão; Rodinei, Lucas Veríssimo, Luan Peres, Emerson Palmieri; Arthur Melo, Willian Arão, Gabriel Bontempo; Neymar, Barreal e Gabigol.

Um time com muita experiência, qualidade técnica e poder ofensivo. Será que esse Santos pode surpreender e beliscar algo maior ainda nesta temporada?



O que está acontecendo com o Palmeiras? O Verdão precisa acordar antes que seja tarde.

Por Robson Macedo
 Foto: Cesar Greco/Palmeiras


O que está acontecendo com o Palmeiras?

Essa é a pergunta que o torcedor palmeirense precisa fazer depois do empate contra o Mirassol. Afinal, onde foi parar aquele Palmeiras que, há poucas rodadas, goleou o Vasco por 4 a 1, apresentou um futebol convincente e abriu seis pontos de vantagem sobre o Flamengo na liderança do Campeonato Brasileiro?

Naquele momento, parecia que o Verdão tinha assumido definitivamente o controle da competição. O Flamengo havia perdido para o Cruzeiro por 2 a 1, e o Palmeiras aproveitou a oportunidade para abrir uma gordura importante na tabela.

Depois veio a Copa do Brasil. Nas quartas de final, o Palmeiras enfrentou o Santos no Clássico da Saudade e não tomou conhecimento do Peixe: 3 a 0, com autoridade. O time foi para cima, criou oportunidades e praticamente encaminhou a classificação para a semifinal.

Era o Palmeiras que o torcedor queria ver.

E Abel Ferreira deixou claro: força máxima nas três competições. Nada de poupar. Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil seriam tratadas com a mesma importância.

Mas alguma coisa aconteceu no caminho.

O Palmeiras começou a perder peças. Arias sofreu uma entorse e virou desfalque. Piquerez também ficou fora. E Allan foi vendido ao Manchester City, deixando mais uma lacuna no elenco.

Mesmo com os desfalques, não dá para aceitar a atuação contra o Mirassol.

O Mirassol é uma equipe que está lutando contra o rebaixamento. O Palmeiras é líder do Campeonato Brasileiro e precisa se impor diante de adversários desse nível.

Mas não foi isso que aconteceu.

O Verdão fez um primeiro tempo muito ruim. O time não apresentou intensidade, criatividade ou organização suficiente para controlar a partida. E, na segunda etapa, a situação também não melhorou como deveria.

O empate por 1 a 1 foi um resultado ruim para o Palmeiras.

Não apenas pelos dois pontos desperdiçados, mas principalmente pelo momento da competição.

A vantagem que era de seis pontos caiu para quatro. E o Flamengo ainda tem um jogo a menos.

E aqui está o grande problema: o Palmeiras está dando vida ao Flamengo.

O time carioca ainda terá um jogo atrasado contra o Mirassol, em casa. Se vencer, ficará apenas um ponto atrás do Verdão. Na rodada seguinte, o Palmeiras terá um compromisso complicado contra o Botafogo, fora de casa, enquanto o Flamengo enfrentará o Remo também fora.

Ou seja: a liderança que parecia confortável pode desaparecer rapidamente.

Se o Palmeiras tropeçar novamente e o Flamengo fizer a sua parte, podemos ter uma mudança de líder.

E Abel Ferreira sabe disso.

O treinador precisa encontrar soluções rapidamente.

Vitor Roque precisa ir para o banco

Outro ponto que precisa ser discutido é Vitor Roque.

Não adianta insistir em um jogador que claramente atravessa um momento ruim. O atacante ainda não está em sua melhor forma e não vem conseguindo entregar aquilo que se espera dele.

Isso não significa que Vitor Roque seja um jogador ruim. Significa apenas que ele precisa recuperar a confiança e talvez começar algumas partidas no banco.

Por que não testar outra formação?

Por que não utilizar jogadores da base?

Por que não dar oportunidade a Heitor?

O Palmeiras possui jogadores jovens que precisam ser observados. Se o esquema atual não está funcionando, Abel precisa ter coragem para mudar.

Insistir sempre na mesma fórmula não é convicção. Às vezes, é teimosia.

Abel é um treinador vencedor e já mostrou inúmeras vezes que sabe encontrar soluções. Mas justamente por isso o torcedor espera mais dele neste momento.

O Palmeiras precisa contratar

Depois do empate contra o Mirassol, Abel foi questionado sobre a necessidade de reforços e afirmou que não considera necessário contratar.

Discordo.

O Palmeiras precisa de reforços.

Principalmente no setor ofensivo.

A saída de Allan deixou uma lacuna no elenco, e o Palmeiras precisa de mais opções, especialmente pelas pontas. Um time que pretende disputar Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil simultaneamente precisa ter um elenco forte e equilibrado.

Não dá para depender sempre dos mesmos jogadores.

Lesões, suspensões, desgaste físico e queda de rendimento acontecem durante uma temporada. E quando isso acontece, o treinador precisa olhar para o banco e encontrar alternativas.

Hoje, o Palmeiras parece ter menos opções do que deveria para um time que quer conquistar três competições.

Contra os grandes, tudo bem. Contra os pequenos, não!

É evidente que jogar contra os melhores times do Campeonato Brasileiro é difícil.

Contra Flamengo, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG e outros grandes clubes, é normal encontrar partidas equilibradas e complicadas.

Mas existe uma diferença entre perder pontos para um concorrente direto e perder pontos contra equipes que estão lutando contra o rebaixamento.

O Palmeiras não pode desperdiçar pontos contra times do Z-4 ou que estão próximos dele.

Foi justamente isso que aconteceu contra o Mirassol.

O Verdão poderia ter vencido.

E talvez seja justamente esse tipo de resultado que, lá na frente, faça falta na briga pelo título.

A hora de reagir é agora

O campeonato ainda não acabou. O Palmeiras continua na liderança e segue vivo nas três competições.

Mas o torcedor não pode ignorar os sinais.

O time que goleou o Vasco por 4 a 1 e o Santos por 3 a 0 parecia uma equipe dominante. O Palmeiras que enfrentou o Mirassol parecia outra equipe.

E é isso que preocupa.

O Verdão precisa recuperar intensidade, organização, confiança e principalmente fome de vitória.

Abel precisa mexer no time. Precisa encontrar alternativas. Precisa olhar para a base. Precisa avaliar Vitor Roque. E a diretoria precisa avaliar seriamente a possibilidade de contratar.

Porque o Flamengo está chegando.

E quando um adversário está apenas esperando um tropeço para assumir a liderança, não dá para continuar jogando futebol abaixo do que o elenco pode apresentar.

O Palmeiras ainda depende de si.

Mas precisa acordar.

A gordura acabou. A vantagem diminuiu. O Flamengo está logo atrás.

Agora é hora de jogar como líder.

Porque se continuar desperdiçando pontos como contra o Mirassol, o Palmeiras pode descobrir da pior maneira possível que, no futebol, uma vantagem de seis pontos pode desaparecer muito mais rápido do que se imagina.

Augusto Cury no Jornal Nacional: boas ideias, mas faltou mostrar como tirá-las do papel.

Foto - TV Globo .
 A entrevista de Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, no Jornal Nacional, apresentou uma candidatura que tenta se colocar fora da tradicional polarização da política brasileira. Em vez de concentrar sua participação apenas em ataques aos adversários, Cury procurou apresentar propostas e defender uma imagem de renovação política.

Na minha avaliação, esse foi um dos pontos positivos da entrevista. O candidato tentou falar sobre temas importantes para o país, como educação, tecnologia, inteligência artificial, segurança pública, empreendedorismo e combate à violência contra as mulheres. São assuntos que fazem parte dos principais desafios do Brasil e que merecem ser discutidos durante uma eleição presidencial.

Cury também procurou transmitir a ideia de que é possível construir uma alternativa ao confronto permanente entre os grupos políticos que dominam o debate nacional. Essa tentativa de se apresentar como uma terceira via pode encontrar espaço entre eleitores cansados da polarização.

Mas uma eleição presidencial exige mais do que boas ideias.

O grande desafio: explicar como fazer

O principal ponto que senti falta durante a entrevista foi justamente o detalhamento de como muitas das propostas seriam colocadas em prática.

É relativamente fácil defender a redução de ministérios, a melhoria dos serviços públicos, o uso de tecnologia na segurança ou o incentivo ao empreendedorismo. O difícil é explicar quanto essas medidas vão custar, quais recursos serão utilizados e quais serão as prioridades do governo.

E é nesse ponto que a entrevista de Cury deixou algumas perguntas sem respostas mais convincentes.

Na economia, por exemplo, o Brasil enfrenta problemas importantes relacionados ao crescimento da dívida pública, às despesas do governo, ao resultado fiscal, aos juros e à necessidade de manter a inflação sob controle. Um candidato à Presidência precisa apresentar não apenas objetivos, mas também um caminho econômico capaz de sustentar essas promessas.

Não basta dizer que vai cortar gastos. É necessário explicar quais gastos serão cortados, quanto será economizado e quais consequências essa decisão poderá trazer para a população.

Tecnologia não pode ser apresentada como solução para tudo

Outro aspecto interessante da entrevista foi a defesa de soluções tecnológicas para problemas públicos.

O Brasil realmente precisa aproveitar melhor a inteligência artificial, a digitalização dos serviços públicos e novas tecnologias. Porém, tecnologia sozinha não resolve problemas estruturais.

Um aplicativo pode facilitar o acesso a um serviço. Um drone pode auxiliar uma operação policial. A inteligência artificial pode aumentar a produtividade do Estado. Mas tudo isso depende de investimento, treinamento, servidores preparados, infraestrutura e, principalmente, planejamento.

A tecnologia precisa ser uma ferramenta de política pública, e não apenas uma promessa de campanha.

Uma candidatura que ainda precisa convencer

Cury conseguiu apresentar uma imagem diferente daquela que domina a política brasileira atualmente. Isso é positivo para o debate democrático. Quanto mais alternativas forem apresentadas ao eleitor, maior a possibilidade de uma discussão baseada em propostas.

Por outro lado, justamente por se apresentar como uma alternativa, ele precisa demonstrar com mais clareza por que o eleitor deveria confiar nele para comandar um país de dimensões continentais como o Brasil.

Ser diferente dos políticos tradicionais não é suficiente.

É preciso demonstrar conhecimento sobre economia, saúde, educação, segurança, infraestrutura, relações internacionais e funcionamento do Estado. E, principalmente, mostrar que as propostas podem sair do discurso e chegar à realidade.

Minha conclusão

A entrevista de Augusto Cury teve um mérito importante: ele tentou apresentar uma candidatura que não estivesse baseada exclusivamente na polarização política.

Vi pontos interessantes em seu discurso, especialmente quando tratou de inovação, educação, empreendedorismo e tecnologia. Porém, também vejo uma distância entre apresentar uma ideia e explicar como ela será executada.

Para mim, Cury saiu da entrevista com uma mensagem clara de renovação, mas ainda precisa responder uma pergunta fundamental ao eleitor brasileiro : como transformar suas propostas em políticas públicas concretas sem comprometer ainda mais as contas do país?

Essa resposta será fundamental para saber se s
ua candidatura pode deixar de ser apenas uma alternativa diferente no discurso e se transformar em uma opção realmente competitiva para a Presidência da República.

No fim das contas, uma eleição presidencial não deve ser decidida apenas por quem fala melhor ou apresenta as ideias mais bonitas. Deve ser decidida por quem consegue mostrar o que pretende fazer, como pretende fazer e quanto isso vai custar ao cidadão.

Opinião: Promessas eleitorais e a falta de propostas para o Paraná



Os candidatos que disputam o governo do Paraná apresentam discursos e propostas que merecem ser analisados com atenção pelo eleitor.

Sandro Alex, do PSD, escolhido pelo governador Ratinho Jr. como seu sucessor, entrou em seu horário político falando que vai acabar com as filas nos hospitais. Mas isso parece uma promessa difícil de acreditar. Depois de oito anos de governo Ratinho Jr., o problema das filas e da demora no atendimento da saúde pública ainda existe e, na minha opinião, continua aumentando.

Então fica a pergunta: será que, com esse tipo de promessa, os candidatos acham que o eleitor vai simplesmente acreditar em tudo o que é dito durante a campanha? Se durante tantos anos o problema não foi resolvido, por que agora seria diferente?

Sergio Moro, do PL, aparece como um forte candidato ao governo do Paraná e vem se destacando nas pesquisas. Mas é preciso perguntar: isso acontece porque ele realmente apresenta um projeto forte para o Estado ou porque seus adversários ainda não conseguiram apresentar uma alternativa convincente?

Grande parte do discurso de Moro parece estar concentrada em atacar o PT e o presidente Lula. A frase “Curitiba prendeu, Brasília soltou” é repetida como argumento político. Mas o Paraná precisa de mais do que frases de efeito. O Estado precisa de propostas concretas para segurança pública, saúde, educação, emprego, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Apenas atacar o PT não pode ser considerado um plano de governo para o Paraná.

Requião Filho, do PDT, também aparece como uma alternativa. Seu discurso busca recuperar algumas ideias associadas ao governo de seu pai, Roberto Requião, principalmente na educação. Entre suas propostas estão melhorar as escolas, valorizar os professores, rever questões relacionadas aos contratos PSS e buscar uma relação melhor entre o governo e os profissionais da educação.

Mas também é preciso avaliar se essas propostas são suficientes para enfrentar os grandes problemas do Paraná.

No fim, o eleitor paranaense precisa fazer uma pergunta simples: qual candidato realmente apresenta um projeto capaz de melhorar a vida da população do Paraná?

A campanha eleitoral não pode ser apenas uma disputa de promessas, ataques políticos e frases de efeito. O Paraná precisa de propostas concretas, metas claras e, principalmente, de candidatos que expliquem como pretendem realizar aquilo que estão prometendo.

O eleitor não deve escolher apenas pela propaganda eleitoral ou pela popularidade nas pesquisas. Deve cobrar propostas, resultados e capacidade de governar.

Afinal, prometer é fácil. Difícil é governar e entregar.

Economia- Minha opinião: o desafio de equilibrar as contas sem pesar no bolso

 Minha opinião: o desafio de equilibrar as contas sem pesar no bolso.



Na minha opinião, o Brasil está diante de um dos maiores desafios econômicos dos próximos anos: conseguir controlar a dívida pública e fazer um ajuste fiscal sem prejudicar justamente quem mais depende da economia funcionando bem.


Não sou contra o ajuste fiscal. Pelo contrário. Acredito que o governo precisa ter responsabilidade com as contas públicas. Um país não pode gastar permanentemente mais do que consegue sustentar. Quando a dívida cresce demais, aumenta a desconfiança, os custos financeiros ficam maiores e sobra menos espaço no orçamento para investimentos e políticas públicas.


Mas também acredito que existe uma diferença muito grande entre fazer um ajuste fiscal responsável e simplesmente cortar gastos.


Para mim, o primeiro lugar a ser discutido deveria ser a qualidade do gasto público. Antes de pensar em reduzir aquilo que chega ao trabalhador, é preciso perguntar onde existe desperdício, quais despesas podem ser melhor administradas e quais políticas realmente produzem resultados para a população.


Outro ponto importante é o salário mínimo.


Quando o salário mínimo aumenta, milhões de brasileiros passam a ter um pouco mais de renda para consumir. Isso pode movimentar o comércio e ajudar a economia. Porém, o aumento também gera impacto nas despesas públicas, principalmente porque vários benefícios estão vinculados ao salário mínimo.


Por isso, acredito que o país precisa buscar um equilíbrio. O trabalhador precisa ter ganho real de renda, mas esse aumento precisa estar acompanhado de crescimento da produtividade e de uma política fiscal que consiga sustentar as despesas no longo prazo.


E existe ainda uma questão que não podemos ignorar: o preço dos alimentos.


Não adianta falar que o salário aumentou se o trabalhador chega ao supermercado e descobre que seu dinheiro compra cada vez menos. Para quem ganha pouco, alguns reais a mais no preço da carne, do arroz, do café ou do leite fazem uma diferença enorme no orçamento.


É por isso que também vejo com preocupação uma política de juros muito elevados durante muito tempo.


A política monetária é necessária para controlar a inflação. O Banco Central precisa ter credibilidade e combater pressões inflacionárias. Mas juros altos também encarecem o crédito, dificultam investimentos e podem desacelerar o crescimento econômico.


Na minha visão, o Brasil precisa encontrar um ponto de equilíbrio entre política fiscal e política monetária.


Não adianta o governo tentar estimular a economia sem responsabilidade fiscal e, ao mesmo tempo, esperar que os juros caiam rapidamente. Da mesma forma, não acredito que juros elevados sejam uma solução permanente para todos os problemas da economia.


O país precisa crescer.


E crescimento econômico é importante também para a dívida pública. Se a economia cresce, a arrecadação tende a aumentar e a relação entre dívida e PIB pode melhorar. Por isso, o ajuste fiscal não deveria olhar somente para o corte de despesas, mas também para a capacidade do Brasil de crescer de maneira sustentável.


Minha opinião é que o Brasil precisa de responsabilidade fiscal, mas também de responsabilidade social.


Precisamos controlar a dívida, melhorar a qualidade dos gastos públicos, preservar investimentos importantes, aumentar a produtividade, fortalecer o emprego e garantir que o trabalhador não perca poder de compra.


No final, a economia não é apenas uma discussão sobre números.


A dívida pública aparece nas contas do governo. A Selic aparece nas decisões do Banco Central. O ajuste fiscal aparece no orçamento.


Mas o resultado de tudo isso aparece na vida das pessoas.


É no salário que precisa chegar até o fim do mês. É no preço do supermercado. É na parcela do financiamento. É no emprego. É na possibilidade de uma família melhorar de vida.


Por isso, acredito que o verdadeiro desafio do Brasil não é simplesmente escolher entre gastar ou cortar.


É aprender a gastar melhor, controlar o que precisa ser controlado e criar condições para que a economia volte a crescer.


Essa, na minha visão, deveria ser a prioridade.

“Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional: respostas, desvios e muitas perguntas sem resposta”.

 


Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional: muitas respostas sobre Lula, mas poucas sobre si mesmo


A entrevista de Flávio Bolsonaro no Jornal Nacional, nesta sexta-feira (28), mostrou um candidato preparado para defender seu campo político, mas que, na minha opinião, deixou algumas perguntas importantes sem respostas satisfatórias.


Um dos principais momentos foi quando ele foi questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro e os R$ 61 milhões destinados ao filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que não houve irregularidade, que o dinheiro foi destinado à produção do filme e que não caberia a ele apresentar os contratos.


O problema, na minha visão, é que quando uma entrevista trata de uma relação financeira que está sendo questionada, o eleitor espera transparência, documentos e respostas objetivas. Dizer que o assunto está encerrado ou que a responsabilidade é de terceiros pode não ser suficiente para convencer quem está fazendo perguntas legítimas.


Outro ponto que me chamou atenção foi a frequência com que Flávio levou a discussão para Lula e para problemas do atual governo. É legítimo criticar Lula — e qualquer político deve estar sujeito a questionamentos. Mas uma coisa não elimina a outra.


Se existem irregularidades no governo Lula, elas precisam ser investigadas. Se existem dúvidas sobre Flávio Bolsonaro e o caso Vorcaro, elas também precisam ser esclarecidas.


Na minha opinião, o eleitor não deveria aceitar a velha lógica de que o problema do adversário serve como resposta para o problema do próprio candidato. Política não deveria ser uma disputa para descobrir quem tem o escândalo menor.


Flávio também afirmou que respeitará o resultado das eleições, embora tenha sido questionado sobre uma eventual derrota e não tenha respondido de forma tão direta quanto a pergunta permitia.


No final, minha impressão da entrevista é simples: Flávio Bolsonaro conseguiu defender sua candidatura e seu grupo político, mas algumas das perguntas mais delicadas ficaram sem o nível de esclarecimento que eu esperaria de alguém que pretende ser presidente da República.


O eleitor merece mais do que acusações contra Lula, contra Bolsonaro ou contra qualquer outro político. Merece respostas claras, documentos e transparência de todos.

Palmeiras atropela o Santos por 3 a 0 e fica com um pé na semifinal da Copa do Brasil.

Foto - Divulgação.
O Alviverde Imponente atropelou o Santos em casa como um verdadeiro trator e largou na frente no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Com a vitória por 3 a 0, o Verdão construiu uma grande vantagem e poderá perder por até dois gols no jogo de volta que, ainda assim, garantirá a classificação para a semifinal.

O placar poderia ter sido ainda maior. O Palmeiras criou diversas chances claras de gol com Vitor Roque, Flaco López, Maurício e Giay, que desperdiçaram oportunidades diante do gol santista.

Os gols do Palmeiras foram marcados duas vezes por Flaco López, enquanto Andreas Pereira também deixou sua marca. O Verdão parecia um verdadeiro rolo compressor sobre o Santos, que pouco conseguiu jogar e praticamente não criou oportunidades de perigo.

Neymar, que ficou fora da partida por causa do gramado sintético, acompanhou pela televisão o Palmeiras dando um verdadeiro chocolate no Peixe. Gabigol entrou na tentativa de ajudar o Santos a reagir, mas não conseguiu mudar o cenário da partida.

O Palmeiras dominou completamente o jogo e mostrou muita força diante de um Santos praticamente inofensivo. O time de Abel Ferreira segue com fome de gols e determinado a conquistar o título da Copa do Brasil e buscar o pentacampeonato.

O Verdão vai com força máxima em todas as competições que disputa e, diante do Santos, voltou a apresentar um futebol de alto nível. Já o Peixe terá uma missão muito complicada no jogo de volta: precisará de uma grande reação para eliminar o Palmeiras e avançar à semifinal.

Com a vantagem de 3 a 0, o Verdão está muito perto da classificação e mostrou mais uma vez por que é considerado um dos times mais fortes do futebol brasileiro.