O jogo começou com o Botafogo tentando surpreender. Logo nos primeiros minutos, Matheus Martins levou perigo, como quem avisava que o Glorioso não iria apenas assistir. Mas foi só um lampejo. A partir dali, o Palmeiras tomou conta da partida.
Com intensidade, organização e talento, o time de Abel Ferreira passou a empurrar o adversário para trás. E não demorou. Aos sete minutos, o chute despretensioso virou gol — com desvio, com dúvida, mas com a certeza de que o Palmeiras estava à frente.
O Botafogo ainda tentou resistir, mas viu sua situação se complicar no fim do primeiro tempo. Arias disparou como um raio, e Medina, sem alternativa, parou o lance com falta. Expulsão. Era o tipo de lance que muda jogos — e mudou.
Na volta do intervalo, o Palmeiras fez valer a superioridade. Arias, em noite inspirada, decidiu. Arrancou, driblou e marcou. Um gol que traduziu o que foi o jogo: um Palmeiras dominante.
Mas o futebol sempre guarda espaço para histórias paralelas. E foi aí que surgiu Danilo. Revelado pelo próprio Palmeiras, o volante tratou de mostrar respeito — sem comemorar —, mas também qualidade, ao marcar um belo gol e reacender o Botafogo.
Só que a reação parou por aí. O Palmeiras, maduro, controlou o jogo até o fim. Sem sustos, sem pressa. Como quem sabe exatamente o que está fazendo.
No apito final, mais do que três pontos, o Verdão levou a liderança. E, com ela, a sensação de que está pronto para brigar por mais.
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