Crônica Esportiva do Blog do Robson Macedo - O Palmeiras que parou de assustar


 Teve um tempo em que jogar contra o Palmeiras era sinônimo de medo. O adversário mal respirava nos primeiros 15 minutos. A pressão era sufocante, o gol parecia questão de tempo. Hoje… não mais.

Contra o Botafogo-SP, o Palmeiras entrou em campo como quem cumpre tabela. Sem alma, sem intensidade, sem aquela fome que sempre foi marca do time de Abel Ferreira. O resultado? Uma derrota justa, e que poderia ter sido mais amarga.

O Botafogo-SP quis mais. Mesmo com limitações técnicas, correu, brigou, competiu. O Palmeiras, não. Ficou preso a escolhas estranhas, insistências cansadas e um futebol previsível. Faltou meio-campo, faltou liderança, faltou atitude.

O mais preocupante não é perder. Perder faz parte do futebol. O problema é como se perde. Um Palmeiras que aceita o jogo, que não impõe respeito, que não pressiona, que não reage nem com um jogador a mais do outro lado, não é o Palmeiras que o torcedor se acostumou a ver.

Abel Ferreira, que já foi maestro, hoje parece desafinado. Talvez seja desgaste. Talvez seja fim de ciclo. Talvez sejam escolhas que não funcionam mais. Só sei que aquele Palmeiras intenso, agressivo e competitivo ficou no passado recente.

O elenco tem qualidade. A camisa pesa. A torcida cobra. Mas o time precisa reencontrar sua identidade. Futebol não se ganha só com nome, nem com memória. Se ganha com entrega. E isso, hoje, está em falta.

O Palmeiras precisa voltar a assustar.

Porque quando deixa de assustar, vira comum.

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