Há coisas que só o Corinthians explica. Ou talvez nem explique.
É crise, dívida, transfer ban, pressão, desconfiança… e, mesmo assim, quando a bola rola numa decisão, algo muda. O time cresce. O escudo pesa. A camisa fala.
Em Brasília, diante do Flamengo estrelado, cheio de medalhões, o Corinthians fez o que sabe fazer melhor: competiu. Não foi só futebol, foi espírito. Foi entrega. Foi aquele velho jeito corinthiano de jogar jogo grande como se fosse o último.
O Flamengo tinha a bola, tinha os nomes, tinha o favoritismo. O Corinthians tinha fome. Tinha marcação, tinha organização, tinha coração. E quando apareceu a chance, não perdoou. Gabriel Paulista, cria da casa que rodou a Europa, voltou e marcou como quem diz: “aqui é meu lugar”.
Depois veio Yuri Alberto. Sempre ele. O atacante que em jogo comum pode oscilar, mas em decisão vira personagem principal. Frio, decisivo, letal. O segundo gol foi o resumo da noite: inteligência, ousadia e precisão.
O Flamengo tentou. Teve trave, teve chance clara, teve pressão. Mas parou em um Corinthians que sabia sofrer. Que soube esperar. Que soube matar o jogo na hora certa.
E quando o árbitro apitou o fim, não era apenas um título. Era mais uma prova de que o Corinthians não se mede por planilha financeira, elenco caro ou favoritismo de véspera. Se mede por grandeza em decisão.
O Corinthians é isso: quando ninguém acredita, ele vai lá e levanta a taça.
Quando dizem que acabou, ele responde jogando.
Quando é final… ele vira gigante.
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