O futebol brasileiro não é só bola na rede. É emoção, é grito, é bordão que arrepia até quem está em casa. Porque quando a bola rola e o lance é perigoso… já vem na cabeça: “Olho no lance!”
Foi assim na vitória do Verdão no Beira-Rio. Jogo grande, clima quente, torcida pressionando. E quando Gustavo Gómez subiu mais alto que a defesa e testou firme para o fundo do gol… era lance para explodir no microfone:
“Éééééé do Palmeiras!”
O estádio silenciou. E o torcedor alviverde vibrou como se estivesse ouvindo no rádio aquela narração raiz, cheia de emoção.
O adversário até tentou reagir. Empatou. E naquele momento de tensão, só vinha uma frase na mente do torcedor apaixonado:
“Haja coração!”
Mas time que quer ser campeão tem estrela. E quando Vitor Roque arrancou em velocidade, deixou o zagueiro para trás e finalizou com categoria… foi lance de levantar da cadeira:
“Que pintura!”
A bola beijou a rede. Explosão. Vibração. Futebol arte.
E no terceiro gol, após pressão alta e erro da defesa, o grito ecoaria mais uma vez:
“Fecha a conta e passa a régua!”
Essa é a magia da narração esportiva brasileira. Não é só descrever o lance. É transformar o jogo em espetáculo. É criar frases que ficam eternizadas na memória do torcedor.
Porque no fim das contas, o futebol é isso:
90 minutos de emoção, um microfone ligado…
E um narrador pronto para fazer história.
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