Andreas Pereira parecia jogar com controle remoto. Cada toque tinha intenção, cada passe tinha destino. Três assistências, mas poderia ter sido mais. Era o cérebro de um time que funcionava como engrenagem bem lubrificada. Murilo subiu mais alto que todo mundo, Gustavo Gómez mostrou que zagueiro também sabe decidir jogo, e Maurício apareceu livre para empurrar a bola como quem assina uma obra coletiva.
O Vitória até tentou reagir. Teve um lampejo, obrigou Carlos Miguel a trabalhar, fez um belo gol com Dudu. Mas foi só isso: um suspiro curto antes do afogamento definitivo. Porque quando Abel mexe e o time responde, a história costuma acabar do mesmo jeito — com o adversário correndo atrás da sombra.
Allan, Sosa… gols que não foram apenas números no placar, mas a confirmação de que o Palmeiras voltou a ser aquele time que impõe respeito. Aquele que não pede licença. Aquele que transforma jogos em recados.
O 5 a 1 não foi exagero. Foi consequência. Consequência de um time que sabe o que quer, como joga e onde quer chegar. Vice-líder, confiante, forte. O Verdão não apenas venceu — lembrou a todos por que enfrentar o Palmeiras nunca é só mais um jogo.
É aviso. E aviso dado em campo costuma ecoar longe.
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