Dentro do grupo governista, os nomes são muitos, mas a decisão não é simples. Ratinho Junior sabe que errar na escolha pode significar entregar o Palácio Iguaçu para a oposição, algo que o seu grupo político não quer nem cogitar.
Entre os nomes mais comentados da base governista está Alexandre Curi, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa. Experiente, articulador e com trânsito fácil entre prefeitos e deputados, Curi representa o perfil clássico da política estadual. Tem força no interior e conhece profundamente os caminhos da máquina pública, mas ainda precisa ganhar mais projeção junto ao eleitor comum fora do meio político.
Outro nome que aparece com força é o de Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba. Greca é conhecido, tem identidade própria, discurso consolidado e forte ligação com a capital. Por outro lado, enfrenta o desafio de ampliar sua presença no interior do estado, onde eleições para governador costumam ser decididas. Seu perfil mais urbano pode ser tanto uma virtude quanto um obstáculo.
No centro das atenções também está Guto Silva, atual secretário das Cidades. Silencioso, mas estrategista, Guto tem sido visto por muitos como o nome mais alinhado ao estilo de Ratinho Junior: técnico, gestor e com forte ligação administrativa com os municípios. Não é o mais popular, mas pode crescer rapidamente se for oficialmente “ungido” pelo governador.
Já Beto Preto, deputado federal e secretário de Saúde, surge como um nome técnico, especialmente após sua atuação na área da saúde. Tem bom trânsito político e visibilidade, mas ainda precisa se firmar como um nome competitivo para uma disputa majoritária tão grande quanto o governo do estado.
Enquanto o grupo governista discute seus caminhos, a oposição observ
a com atenção. E é aí que entram dois nomes de peso. Sergio Moro, senador e ex-juiz, desponta como um candidato forte, com eleitorado consolidado e discurso que dialoga com parte expressiva da população paranaense. Moro larga na frente em qualquer cenário, mas também carrega alta rejeição, o que pode pesar em um segundo turno.
Do outro lado está Requião Filho, que tenta herdar o capital político do sobrenome e se posicionar como alternativa ao grupo de Ratinho e ao bolsonarismo representado por Moro. Seu desafio é transformar discurso em musculatura eleitoral e ampliar alianças.
A verdade é que o Paraná caminha para uma eleição disputada, onde o apoio de Ratinho Junior será decisivo, mas não garantirá vitória automática. O eleitor paranaense costuma ser pragmático, exigente e atento à gestão.
Até no dia da eleição, muita coisa ainda vai mudar. Alianças serão refeitas, nomes podem surgir e outros desaparecer. Mas uma coisa é certa: a corrida pelo Palácio Iguaçu já começou — e será uma das mais interessantes da história recente do Paraná.
Nenhum comentário:
Postar um comentário