Tem jogo que vale mais do que três pontos. E o Palmeiras mostrou isso.
Contra o Fluminense, não foi só uma vitória por 2 a 1. Foi teste de liderança. Foi jogo de time que quer brigar lá em cima até o fim. O Verdão abriu 2 a 0 com autoridade — Vitor Roque frio no pênalti, Allan arrancando desde o meio-campo como se estivesse jogando pelada de rua.
Parecia controle total.
Mas futebol não é roteiro pronto.
O Fluminense voltou do intervalo com sangue nos olhos. Pressionou, diminuiu com Lucho Acosta e fez o torcedor palmeirense roer as unhas. Bola na trave, volume de jogo, pressão até o último minuto.
E é aí que se separa candidato de líder.
O Palmeiras sofreu, mas não se desorganizou. Carlos Miguel apareceu quando precisou. A defesa segurou como deu. E no contra-ataque, quase matou o jogo quando Jhon Arias deixou Vitor Roque na cara do gol — a bola explodiu no travessão e fez a Arena Barueri prender a respiração.
No fim, vitória de time maduro.
Líder não é o que só encanta.
Líder é o que aguenta pressão.
E o Palmeiras segue líder.
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