O Corinthians passou. Mas não jogou futebol para isso.
Quem merecia a vaga era a Portuguesa. Foi mais organizada, mais intensa e teve as melhores oportunidades. Se não matou o jogo, foi por detalhe — e por um goleiro inspirado do outro lado.
Hugo Souza foi o verdadeiro craque do Timão. Defendeu pênalti no tempo normal, salvou em bolas difíceis e decidiu nas penalidades. Sem ele, o Corinthians estaria eliminado.
O time de Dorival Júnior foi apático. Criou pouco, errou muito e mostrou fragilidade defensiva. Sentiu a ausência de Yuri Alberto e não conseguiu impor seu jogo.
Já a Portuguesa pagou caro pelos próprios erros. Teve a chance de decidir, perdeu pênalti, não ampliou quando podia e, no fim, falhou na defesa. Futebol não perdoa.
O Corinthians avança, mas precisa jogar muito mais se quiser buscar o bicampeonato. Porque contra adversários mais organizados, só contar com o goleiro pode não ser suficiente.
Classificou no sofrimento.
E no futebol, sofrimento demais costuma ter prazo de validade.
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