O Corinthians deu adeus à Libertadores dentro de casa. E, na minha visão, o vexame diante do Estudiantes não pode ser colocado apenas na conta de Memphis Depay pelo pênalti perdido.
Depay errou? Errou. Era uma cobrança decisiva e ele tinha a responsabilidade naquele momento. Mas um jogo de futebol não é decidido apenas no último lance.
O Corinthians teve 90 minutos para vencer o Estudiantes e não conseguiu. O time teve volume no primeiro tempo, mas faltou criatividade. No segundo, caiu ainda mais de produção e praticamente não incomodou o adversário. Quando sofreu o gol aos 41 minutos, a situação ficou dramática.
Também é preciso colocar Fernando Diniz no centro da discussão.
A escolha de poupar jogadores no Brasileirão contra o Flamengo, em uma partida importante para o campeonato, foi uma decisão que gerou muita discussão. O Corinthians vinha de quatro jogos sem vencer e precisava reagir, mas decidiu preservar titulares pensando na Libertadores.
A ideia era tentar abraçar as duas competições.
No fim, ficou sem uma e sem outra.
Não venceu o Flamengo e agora está eliminado da Libertadores. O que poderia ser uma estratégia para administrar o calendário acabou aumentando a pressão sobre o clube.
E agora vem a parte mais preocupante: o Corinthians precisa olhar para baixo na tabela. Faltam 11 rodadas, e a equipe está próxima do Z-4. A Libertadores acabou, e a prioridade passa a ser o Campeonato Brasileiro.
Para uma torcida que sonhava com uma semifinal de Libertadores, terminar a noite olhando para a tabela do Brasileirão é um choque de realidade.
E fica uma pergunta para a diretoria e para a comissão técnica: será que valeu a pena arriscar tanto para priorizar a Libertadores?
O futebol não perdoa quando as escolhas não dão resultado.
E, nesta noite, o Corinthians pagou caro por suas escolhas.
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