Uma noite para o Corinthians esquecer.
Itaquera estava lotada. A torcida do Corinthians fez a sua parte, empurrou o time desde o primeiro minuto e acreditou até o último segundo que o Timão poderia avançar na Libertadores. Mas, dentro de campo, faltou futebol.
O Corinthians até começou tentando pressionar. Teve mais posse, mais volume e buscou ocupar o campo de ataque. Só que volume de jogo não significa necessariamente jogar bem. O Estudiantes soube se defender, fechou os espaços e deixou o Corinthians sem encontrar caminhos para chegar ao gol.
O tempo foi passando, a torcida foi ficando apreensiva e o gol não saía.
No segundo tempo, o Estudiantes recuou ainda mais, mas continuou organizado. O Corinthians, por outro lado, não conseguia criar uma jogada capaz de mudar a história da partida.
Até que veio o golpe.
Aos 41 minutos do segundo tempo, o time argentino encontrou o gol que praticamente selou a eliminação corintiana. Itaquera, que durante toda a noite empurrava o time, ficou em silêncio.
Mas ainda havia uma última esperança.
No último lance, o árbitro marcou pênalti para o Corinthians após a bola tocar na mão de um jogador do Estudiantes. Era a oportunidade de levar a decisão para as penalidades. A torcida voltou a acreditar.
A bola estava nos pés de Memphis Depay.
O mesmo jogador que havia sido decisivo contra o Rosario Central e ajudado o Corinthians a chegar às quartas de final agora tinha a responsabilidade de manter o sonho vivo.
Mas a cobrança foi para fora.
O silêncio tomou conta de Itaquera.
Em uma noite em que o Corinthians precisava de seus principais jogadores, o time não conseguiu responder. O Estudiantes foi mais eficiente, defendeu-se bem e aproveitou a oportunidade que teve.
A Libertadores acabou para o Corinthians. E, para a torcida, fica a sensação de que uma grande oportunidade foi desperdiçada dentro de casa.
Agora não há mais Libertadores. Só resta o Brasileirão.
E o desafio é bem diferente: em vez de sonhar com a semifinal continental, o Corinthians terá de lutar para se afastar da parte de baixo da tabela e terminar a temporada sem transformar uma eliminação dolorosa em uma crise ainda maior.
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