Só aos 21 minutos veio a primeira resposta. Ganso recebeu na entrada da área e arriscou, mas a bola passou por cima do travessão.
Era pouco. Muito pouco para quem precisava controlar uma partida desse tamanho.
E quando o Platense chegou novamente, Fábio apareceu. Vázquez cabeceou e o goleiro tricolor fez uma defesa importante, daquelas que evitam um problema ainda maior.
Mas Fábio não poderia defender tudo.
Na jogada seguinte, Mainero aproveitou uma sobra dentro da área e bateu rasteiro. A bola ainda desviou em Hércules e morreu no fundo da rede.
O Platense estava na frente.
E o Fluminense continuava sem encontrar o caminho.
Como se não bastasse, no último minuto do primeiro tempo veio outro golpe. Mainero levantou uma bola perfeita e Sepúlveda apareceu sozinho para cabecear. Thiago Silva não conseguiu acompanhar e o atacante não perdoou.
2 a 0.
O primeiro tempo terminou com o Fluminense praticamente pedindo socorro.
Mas futebol tem dessas coisas. O intervalo chegou, os jogadores foram para o vestiário e, quando voltaram, parecia outro Fluminense.
O Platense já não tinha a mesma força. E o Tricolor percebeu.
Aos 11 minutos, Canobbio recebeu pela direita, encarou o marcador, driblou e bateu colocado, no cantinho.
Gol do Fluminense.
De repente, o jogo mudou.
O time que parecia perdido no primeiro tempo voltou a acreditar. O Platense começou a sentir a pressão e a partida ficou mais nervosa, mais truncada e cheia de faltas.
E quando o jogo apertou, apareceu ele novamente.
Fábio.
Aos 36 minutos, Vázquez cabeceou praticamente à queima-roupa, mas o goleiro tricolor defendeu com os pés. Pouco depois, Fábio apareceu novamente para impedir a finalização de Mendía.
Era o velho Fábio segurando o Fluminense quando o time precisava.
O Platense ainda tentou pressionar, mas já não encontrava a mesma facilidade do primeiro tempo. O Fluminense conseguiu respirar, organizou a defesa e segurou o resultado até o apito final.
Não foi uma atuação perfeita. Longe disso.
O primeiro tempo foi preocupante, e o Fluminense precisou mudar completamente sua postura depois do intervalo. Mas é justamente aí que está a graça do futebol.
Quando tudo parece perdido, uma jogada muda a história. Um gol devolve a esperança. Uma defesa mantém o time vivo. E, de repente, aquilo que parecia impossível começa a ficar ao alcance das mãos.
O Fluminense sofreu, passou sufoco, levou susto, mas reagiu quando precisava.
E agora não tem tempo para descansar.
Pela frente vem o Palmeiras.
O Verdão também passou pelo seu desafio e será o próximo adversário do Tricolor na semifinal. De um lado, o Fluminense, que precisou reagir depois de um primeiro tempo complicado. Do outro, o Palmeiras, acostumado a decisões e a jogos grandes.
Agora é outra história.
Agora é semifinal.
Dois brasileiros frente a frente em busca de uma vaga na grande decisão da Libertadores.
O Fluminense sobreviveu ao Platense.
Mas diante do Palmeiras, vai precisar jogar muito mais se quiser continuar sonhando com a taça.
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