Palmeiras sobrevive ao sufoco em Quito e está novamente na semifinal da Libertadores.
Foi daqueles jogos que o torcedor palmeirense termina sem saber se comemora ou respira primeiro. O Palmeiras foi até Quito, enfrentou a altitude, a pressão da LDU e, principalmente, seus próprios erros. No fim, depois de perder por 3 a 2 no tempo normal, o Verdão venceu nos pênaltis por 4 a 3 e garantiu mais uma vez seu lugar na semifinal da Libertadores.
O Palmeiras havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0 e chegou ao Equador com uma vantagem importante. Abel Ferreira manteve seu esquema com três zagueiros e três volantes, enquanto Vitor Roque começou no banco.
O Verdão abriu o placar aos 9 minutos, após cobrança de escanteio de Jhon Arias. Depois de uma confusão na área, a bola sobrou para Marlon Freitas, que finalizou e colocou o Palmeiras na frente.
Parecia que o caminho começava a ficar mais tranquilo.
Mas era Quito. Era Libertadores. E a LDU não estava disposta a entregar a classificação.
O time equatoriano empatou ainda no primeiro tempo, novamente em uma bola parada. Segovia apareceu livre e cabeceou para o gol.
Na segunda etapa, o Palmeiras não conseguia criar muito. Abel percebeu a necessidade de mudar e colocou Vitor Roque em campo.
A mudança funcionou.
Aos 25 minutos, a bola bateu na mão de Richard Mina dentro da área. Pênalti para o Palmeiras. Vitor Roque foi para a cobrança e não tremeu: 2 a 1.
O Palmeiras tinha a vantagem e parecia controlar a partida.
Só que futebol não permite relaxar.
Nos acréscimos, a defesa palmeirense apagou. Estrada marcou duas vezes em apenas três minutos e virou o jogo para 3 a 2.
O que parecia classificação tranquila virou drama.
Abel Ferreira ainda foi expulso após reclamar com a arbitragem. O treinador, que durante a partida pedia “cabeça fria, coração quente”, acabou sendo tomado pela emoção do momento.
E então veio a disputa de pênaltis.
Vitor Roque marcou. Maurício marcou. Piquerez marcou. Felipe Anderson marcou.
Mas Carlos Miguel foi gigante.
O goleiro defendeu cobranças importantes e, na cobrança decisiva, apareceu novamente para garantir a classificação.
Fim de jogo.
O Palmeiras estava na semifinal.
Não foi bonito. Não foi tranquilo. Não foi uma atuação para encher os olhos do torcedor.
Mas foi Libertadores.
E em mata-mata, às vezes é preciso sobreviver antes de pensar em jogar bonito.
O Palmeiras sobreviveu em Quito.
Agora vem o Fluminense.
E se o Verdão quiser chegar novamente à decisão, terá que apresentar muito mais futebol.
Mas uma coisa ninguém pode tirar desse Palmeiras: quando chega o mata-mata, ele continua vivo.
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