Crônica Esportiva Blog do Robson Macedo Borrazópolis.


O clássico começou com o peso da semana anterior nas costas dos dois lados. De um lado, um Palmeiras ferido pela goleada sofrida; do outro, um São Paulo tentando explicar mais uma derrota inesperada. Mas clássico não espera explicação, pede atitude. E o Verdão entendeu isso antes.

Na Arena Barueri, o Palmeiras entrou como quem precisava responder. Pressionou, encurtou espaços e fez do meio-campo um território proibido ao rival. Cada dividida parecia carregar mais do que a bola: carregava a necessidade de reação. E ela veio cedo, ainda nos primeiros minutos, quando a marcação alta virou gol e alívio.

O São Paulo até respirou com o empate, daqueles que surgem mais na insistência do que no controle. Por instantes, o jogo ameaçou mudar de dono. Mas o Palmeiras não perdeu a mão, não perdeu a cabeça. Com a bola no chão e paciência, voltou a mostrar que o clássico se vence também com organização.

No segundo tempo, o golpe foi definitivo. Um lance construído com calma, cruzamento preciso e cabeceio que selou a noite. A partir dali, o Palmeiras jogou com o relógio, com a bola e com a tranquilidade de quem retomou o próprio rumo. O São Paulo, ao contrário, passou a jogar com o peso da tabela e com o silêncio que costuma acompanhar os momentos difíceis.

O apito final não marcou apenas o 3 a 1 no placar. Marcou um respiro para o Palmeiras e um sinal de alerta para o rival. Em clássicos, às vezes o resultado vale mais do que três pontos. Vale confiança para um lado e inquietação para o outro. E naquela noite, o Choque-Rei deixou claro quem saiu mais forte — e quem saiu mais preocupado.

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