| (Foto: Pedro Zacchi/Ag. Paulistão) |
Mais uma vez, o treinador insistiu em escalações que vêm sendo contestadas. Jogadores como Murilo na zaga, Emiliano Martínez como volante, Khellven na lateral direita e Raphael Veiga no meio-campo não corresponderam em campo. Veiga, inclusive, atravessa um longo período de baixa atuação, já ultrapassando dois anos sem render o esperado com a camisa alviverde.
Na avaliação da torcida, opções como Marlon Freitas poderiam ter iniciado a partida no lugar de Emiliano Martínez. Na lateral direita, o jovem Arthur, da base, que foi bem no jogo contra o Mirassol, poderia ter sido escalado no lugar de Khellven. Na defesa, Abel poderia ter apostado em jovens como Luiz Pacheco ou Benedetti, mas preferiu manter Murilo, que voltou a falhar.
Com essas escolhas, o Palmeiras foi um time apático, sem criação e facilmente dominado. Os gols do Novorizontino surgiram após falhas defensivas claras. A equipe alviverde não conseguia trocar passes, os laterais tiveram atuações muito fracas e Piquerez, bem marcado, praticamente não jogou. Pela direita, Khellven acumulou erros e cedeu muitos contra-ataques ao time da casa.
O jovem Riquelme até tentou algo no ataque, mas ficou isolado, sem a aproximação de um meia para ajudar na criação. O Palmeiras parecia fora da realidade do jogo. No segundo tempo, mesmo com alterações, Abel Ferreira voltou a errar nas substituições, deixando de colocar Maurício para organizar o meio-campo. Com isso, o Novorizontino cresceu ainda mais na partida.
O atacante Robson marcou um hat-trick e foi o grande destaque do jogo. O quarto gol foi anotado por Hélio, ex-jogador da base palmeirense, fechando uma goleada histórica de um time da Série B sobre um clube da Série A, dono de um elenco milionário e apontado como favorito em diversas competições em 2026.
O resultado acende um alerta importante. Se o Palmeiras não melhorar rapidamente, corre o risco de não conquistar títulos nesta temporada e até enfrentar dificuldades maiores no Campeonato Brasileiro. Apesar de Abel Ferreira ser um treinador vencedor, há a sensação de que seu ciclo pode estar se aproximando do limite, diante da falta de evolução do time em campo.
É verdade que o Palmeiras tem desfalques importantes no departamento médico, como Lucas Evangelista, Paulinho (em fase final de recuperação), Facundo Torres, Figueiredo e Felipe Anderson. Mesmo assim, o elenco segue forte e poderia render mais.
Jogadores como Murilo, Emiliano Martínez, Khellven e Jefté não vêm justificando a titularidade. O clube precisa ir ao mercado em busca de um zagueiro, um meia e um lateral esquerdo, além de olhar com mais atenção para a base, que pode oferecer opções melhores do que as atuais.
A derrota por 4 a 0 para o Novorizontino entra para a história como um grande vexame. Com a atuação apresentada, o Palmeiras mostrou um futebol muito abaixo do esperado e deixou claro que mudanças são urgentes para evitar uma temporada frustrante.
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