Crônica Esportiva - Novorizontino 4 x 0 Palmeiras, Pior Jogo um jogo pra esquecer em Novo Horizonte.

 

A bola rolou em Novo Horizonte, mas o Palmeiras não entrou em campo. Entrou um time sem alma, sem reação e sem identidade. Desde o primeiro apito, o Novorizontino parecia saber exatamente o que queria: competir, pressionar e jogar futebol. Do outro lado, o Verdão assistia, perdido, como quem não entende o roteiro da própria história.

Cada toque do Tigre do Vale era um aviso. Cada erro do Palmeiras, um convite. A defesa falhava como se nunca tivesse jogado junta, o meio-campo não existia e o ataque vivia de tentativas solitárias, sem apoio, sem ideias. O placar foi se construindo com naturalidade, não por acaso, mas por merecimento de quem estava mais atento ao jogo — e à vida.

O Palmeiras corria atrás da bola como quem corre atrás do tempo perdido. Laterais frágeis, zaga exposta, um meio-campo incapaz de pensar. Quando precisava reagir, o time parecia olhar para o banco em busca de respostas que não vieram. E o treinador, preso às próprias convicções, assistia à noite escorrer pelos dedos.

Robson, com faro de gol e fome de protagonismo, transformou a partida em espetáculo pessoal. Três gols, três golpes profundos na soberba de um gigante que acreditou demais no nome e de menos no futebol. O quarto gol, marcado por Hélio, teve gosto de ironia: a base que saiu para ensinar o caminho a quem ficou.

No apito final, o silêncio disse tudo. Um time de Série B havia atropelado um elenco milionário. Não foi apenas uma derrota. Foi um alerta. Um daqueles que ecoam nos corredores, pesam na consciência e exigem reflexão.

Porque perder faz parte do jogo. Mas jogar sem alma, sem coragem e sem respeito à própria camisa… isso, sim, é imperdoável.

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