O Corinthians é o Supercampeão Rei do Brasil 2026. Deu Timão em Brasília. O time do povo venceu o Flamengo por 2 a 0, com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto, na grande final da Supercopa Rei, disputada neste domingo, em Brasília .
O Corinthians é o Supercampeão Rei do Brasil 2026. Deu Timão em Brasília. O time do povo venceu o Flamengo por 2 a 0, com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto, na grande final da Supercopa Rei, disputada neste domingo, em Brasília .
| Foto - Divulgação. |
Há coisas que só o Corinthians explica. Ou talvez nem explique.
É crise, dívida, transfer ban, pressão, desconfiança… e, mesmo assim, quando a bola rola numa decisão, algo muda. O time cresce. O escudo pesa. A camisa fala.
Em Brasília, diante do Flamengo estrelado, cheio de medalhões, o Corinthians fez o que sabe fazer melhor: competiu. Não foi só futebol, foi espírito. Foi entrega. Foi aquele velho jeito corinthiano de jogar jogo grande como se fosse o último.
O Flamengo tinha a bola, tinha os nomes, tinha o favoritismo. O Corinthians tinha fome. Tinha marcação, tinha organização, tinha coração. E quando apareceu a chance, não perdoou. Gabriel Paulista, cria da casa que rodou a Europa, voltou e marcou como quem diz: “aqui é meu lugar”.
Depois veio Yuri Alberto. Sempre ele. O atacante que em jogo comum pode oscilar, mas em decisão vira personagem principal. Frio, decisivo, letal. O segundo gol foi o resumo da noite: inteligência, ousadia e precisão.
O Flamengo tentou. Teve trave, teve chance clara, teve pressão. Mas parou em um Corinthians que sabia sofrer. Que soube esperar. Que soube matar o jogo na hora certa.
E quando o árbitro apitou o fim, não era apenas um título. Era mais uma prova de que o Corinthians não se mede por planilha financeira, elenco caro ou favoritismo de véspera. Se mede por grandeza em decisão.
O Corinthians é isso: quando ninguém acredita, ele vai lá e levanta a taça.
Quando dizem que acabou, ele responde jogando.
Quando é final… ele vira gigante.
É impressionante como o Corinthians cresce em jogos decisivos. Mesmo vivendo crises financeiras, transfer ban, dívidas e constantes dificuldades fora de campo, o clube se transforma em finais e mata-matas, especialmente contra grandes adversários como Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro. Nessas horas, o Timão vira gigante.(Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Com nomes decisivos como Yuri Alberto, Memphis, Garro, Breno Bidon e outros, além do trabalho fundamental de Dorival Júnior, considerado um dos melhores treinadores do país, o Corinthians conquistou seu terceiro título sob seu comando: Paulistão 2025, Copa do Brasil e agora a Supercopa Rei.
O Timão chega ao bicampeonato da Supercopa Rei, repetindo o feito de 1991 — curiosamente, também diante do Flamengo. Um clube que, mesmo endividado e pressionado, segue brigando por grandes conquistas e dando exemplo de superação.
Destaque especial para Gabriel Paulista, jogador formado em casa, que construiu grande carreira na Europa e voltou para ser protagonista, marcando o gol do título pelo clube do coração.
A torcida foi à loucura em Brasília. O Corinthians mostrou que, no futebol, não se vence com medalhões, mas com entrega, organização e espírito de decisão. O Timão começa 2026 provando que vai brigar por tudo.
O Corinthians é o Supercampeão Rei do Brasil 2026. Deu Timão em Brasília. O time do povo venceu o Flamengo por 2 a 0, com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto, na grande final da Supercopa Rei, disputada neste domingo, na capital federal.(Foto: Getty Imagens
O Corinthians fez uma grande decisão diante do Flamengo e foi gigante contra aquele que muitos consideram o melhor elenco do futebol brasileiro. Mesmo enfrentando um time repleto de estrelas como Arrascaeta, Carrascal, Pedro e o recém-chegado Lucas Paquetá, o Timão mostrou força coletiva, organização tática e eficiência para conquistar mais um título nacional.
Desde o início, o Flamengo teve mais posse de bola no primeiro tempo, mas encontrou enormes dificuldades para transformar o domínio em chances claras de gol. O meio-campo rubro-negro pouco criou, muito em razão da forte marcação corinthiana, com Breno Bidon e André se destacando na contenção. O Corinthians, por sua vez, apostava nos contra-ataques rápidos para levar perigo ao gol de Rossi.
O placar foi aberto após uma bola parada. Em cobrança de escanteio, Gabriel Paulista aproveitou a desatenção da defesa do Flamengo e empurrou para o fundo das redes, colocando o Timão em vantagem. Depois do gol, o Corinthians manteve o equilíbrio da partida, neutralizou a pressão rubro-negra e não deu espaços para o adversário criar.
Ainda no primeiro tempo, o Timão quase ampliou. Aos 37 minutos, em novo contra-ataque, Memphis arriscou de fora da área, Rossi fez grande defesa e deu rebote, que acabou sendo finalizado pelo holandês, mas o lance foi anulado por impedimento.
Nos acréscimos da primeira etapa, o Flamengo teve mais um problema. Carrascal deu uma cotovelada no rosto de Breno Bidon. O VAR chamou, o árbitro analisou o lance e expulsou o colombiano, deixando o Flamengo com um jogador a menos para o segundo tempo.
Mesmo em desvantagem numérica, o Flamengo voltou melhor na etapa final e criou suas melhores chances. Pulgar acertou a trave, e Lucas Paquetá teve a oportunidade mais clara: recebeu livre na área após cruzamento de Ayrton Lucas, ficou cara a cara com o goleiro Hugo, mas isolou a finalização.
Depois disso, o Corinthians passou a controlar o jogo. O técnico Dorival Júnior soube neutralizar as mudanças do adversário, e o Timão administrou bem o resultado. Nos minutos finais, veio o golpe definitivo. Após uma linda jogada de letra (chaleira) de Kaio César, a bola chegou para Yuri Alberto, que encobriu Rossi e, livre, empurrou para o gol, garantindo o 2 a 0. O lance chegou a ser anulado pelo bandeirinha, mas o VAR validou o gol, e o árbitro apitou o fim da partida.