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O Corinthians é o Supercampeão Rei do Brasil 2026. Deu Timão em Brasília. O time do povo venceu o Flamengo por 2 a 0, com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto, na grande final da Supercopa Rei, disputada neste domingo, em Brasília .

Palmeiras empresta meia Raphael Veiga ao América do México.

Foto - Divulgação.
O Palmeiras emprestou o meia Raphael Veiga ao América do México até o fim da temporada de 2026. No contrato, o clube mexicano possui opção de compra, o que pode render ao Verdão uma venda futura.

Veiga se despediu da torcida palmeirense após uma passagem extremamente vitoriosa. Com a camisa do Palmeiras, o meia foi muito importante e representou com grandeza o manto alviverde. Ao todo, marcou 109 gols, tornando-se o maior artilheiro do clube no século XXI e um dos últimos remanescentes da terceira Academia vitoriosa do Verdão.

Apesar da trajetória de sucesso, o jogador oscilou nas últimas temporadas e não conseguiu manter o mesmo nível de desempenho, principalmente em razão de lesões. Ainda assim, foi peça importante na era Abel Ferreira, contribuindo com títulos, gols decisivos e liderança dentro de campo.

Meia criativo e de alto nível técnico, Raphael Veiga deixa o Palmeiras também pela falta de espaço no atual elenco. Agora, no futebol mexicano, inicia um novo desafio em sua carreira. Quem sabe, no futuro, possa retornar ao Verdão para encerrar sua trajetória no clube.

Antes do empréstimo, o Palmeiras renovou o contrato de Raphael Veiga até 2028, garantindo segurança em uma possível negociação definitiva.

Crônica Esportiva do Robson Macedo. Quando é decisão, o Corinthians vira gigante.

 

Há coisas que só o Corinthians explica. Ou talvez nem explique.

É crise, dívida, transfer ban, pressão, desconfiança… e, mesmo assim, quando a bola rola numa decisão, algo muda. O time cresce. O escudo pesa. A camisa fala.

Em Brasília, diante do Flamengo estrelado, cheio de medalhões, o Corinthians fez o que sabe fazer melhor: competiu. Não foi só futebol, foi espírito. Foi entrega. Foi aquele velho jeito corinthiano de jogar jogo grande como se fosse o último.

O Flamengo tinha a bola, tinha os nomes, tinha o favoritismo. O Corinthians tinha fome. Tinha marcação, tinha organização, tinha coração. E quando apareceu a chance, não perdoou. Gabriel Paulista, cria da casa que rodou a Europa, voltou e marcou como quem diz: “aqui é meu lugar”.

Depois veio Yuri Alberto. Sempre ele. O atacante que em jogo comum pode oscilar, mas em decisão vira personagem principal. Frio, decisivo, letal. O segundo gol foi o resumo da noite: inteligência, ousadia e precisão.

O Flamengo tentou. Teve trave, teve chance clara, teve pressão. Mas parou em um Corinthians que sabia sofrer. Que soube esperar. Que soube matar o jogo na hora certa.

E quando o árbitro apitou o fim, não era apenas um título. Era mais uma prova de que o Corinthians não se mede por planilha financeira, elenco caro ou favoritismo de véspera. Se mede por grandeza em decisão.

O Corinthians é isso: quando ninguém acredita, ele vai lá e levanta a taça.

Quando dizem que acabou, ele responde jogando.

Quando é final… ele vira gigante.

Corinthians campeão da Supercopa Rei 2026.

(Foto: REUTERS/Adriano Machado)
 É impressionante como o Corinthians cresce em jogos decisivos. Mesmo vivendo crises financeiras, transfer ban, dívidas e constantes dificuldades fora de campo, o clube se transforma em finais e mata-matas, especialmente contra grandes adversários como Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro. Nessas horas, o Timão vira gigante.

Com nomes decisivos como Yuri Alberto, Memphis, Garro, Breno Bidon e outros, além do trabalho fundamental de Dorival Júnior, considerado um dos melhores treinadores do país, o Corinthians conquistou seu terceiro título sob seu comando: Paulistão 2025, Copa do Brasil e agora a Supercopa Rei.

O Timão chega ao bicampeonato da Supercopa Rei, repetindo o feito de 1991 — curiosamente, também diante do Flamengo. Um clube que, mesmo endividado e pressionado, segue brigando por grandes conquistas e dando exemplo de superação.

Destaque especial para Gabriel Paulista, jogador formado em casa, que construiu grande carreira na Europa e voltou para ser protagonista, marcando o gol do título pelo clube do coração.

A torcida foi à loucura em Brasília. O Corinthians mostrou que, no futebol, não se vence com medalhões, mas com entrega, organização e espírito de decisão. O Timão começa 2026 provando que vai brigar por tudo.

Supercampeão Rei do Brasil 2026: Corinthians bate o Flamengo e levanta a taça em Brasília.

(Foto: Getty Imagens
O Corinthians é o Supercampeão Rei do Brasil 2026. Deu Timão em Brasília. O time do povo venceu o Flamengo por 2 a 0, com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto, na grande final da Supercopa Rei, disputada neste domingo, na capital federal.

O Corinthians fez uma grande decisão diante do Flamengo e foi gigante contra aquele que muitos consideram o melhor elenco do futebol brasileiro. Mesmo enfrentando um time repleto de estrelas como Arrascaeta, Carrascal, Pedro e o recém-chegado Lucas Paquetá, o Timão mostrou força coletiva, organização tática e eficiência para conquistar mais um título nacional.

Desde o início, o Flamengo teve mais posse de bola no primeiro tempo, mas encontrou enormes dificuldades para transformar o domínio em chances claras de gol. O meio-campo rubro-negro pouco criou, muito em razão da forte marcação corinthiana, com Breno Bidon e André se destacando na contenção. O Corinthians, por sua vez, apostava nos contra-ataques rápidos para levar perigo ao gol de Rossi.

O placar foi aberto após uma bola parada. Em cobrança de escanteio, Gabriel Paulista aproveitou a desatenção da defesa do Flamengo e empurrou para o fundo das redes, colocando o Timão em vantagem. Depois do gol, o Corinthians manteve o equilíbrio da partida, neutralizou a pressão rubro-negra e não deu espaços para o adversário criar.

Ainda no primeiro tempo, o Timão quase ampliou. Aos 37 minutos, em novo contra-ataque, Memphis arriscou de fora da área, Rossi fez grande defesa e deu rebote, que acabou sendo finalizado pelo holandês, mas o lance foi anulado por impedimento.

Nos acréscimos da primeira etapa, o Flamengo teve mais um problema. Carrascal deu uma cotovelada no rosto de Breno Bidon. O VAR chamou, o árbitro analisou o lance e expulsou o colombiano, deixando o Flamengo com um jogador a menos para o segundo tempo.

Mesmo em desvantagem numérica, o Flamengo voltou melhor na etapa final e criou suas melhores chances. Pulgar acertou a trave, e Lucas Paquetá teve a oportunidade mais clara: recebeu livre na área após cruzamento de Ayrton Lucas, ficou cara a cara com o goleiro Hugo, mas isolou a finalização.

Depois disso, o Corinthians passou a controlar o jogo. O técnico Dorival Júnior soube neutralizar as mudanças do adversário, e o Timão administrou bem o resultado. Nos minutos finais, veio o golpe definitivo. Após uma linda jogada de letra (chaleira) de Kaio César, a bola chegou para Yuri Alberto, que encobriu Rossi e, livre, empurrou para o gol, garantindo o 2 a 0. O lance chegou a ser anulado pelo bandeirinha, mas o VAR validou o gol, e o árbitro apitou o fim da partida.